Milhares de californianos saem às ruas pela legalização do casamento gay
FERNANDO MEXIA
da Efe
Milhares de pessoas marcharam neste domingo, pelo quarto dia consecutivo, para protestar contra uma medida aprovada esta semana que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia.
A Proposta 8, que solicitava uma emenda à constituição da Califórnia para definir o casamento como um enlace entre um homem e uma mulher, venceu com 52,5% dos votos em um plebiscito realizado junto com as eleições presidenciais na terça-feira (4).
A manifestação contou com a participação de milhares de simpatizantes com a luta da comunidade gay pelo direito de casar, incluindo, segundo os organizadores, o primeiro casal gay que se casou na Califórnia, além de famosos e pessoas vindas de diferentes Condados do sul do Estado.
A tensão entre os manifestantes, frustrados ao ver que a maioria de seus moradores se pronunciou a favor de impedir o casamento gay, levou em duas ocasiões a pequenos distúrbios com a polícia.
Na quarta-feira (5) à noite, as forças de segurança detiveram sete pessoas em Los Angeles, enquanto na sexta-feira (7) foram 15 detenções em Long Beach, depois que um pequeno grupo de pessoas se negou a se dispersar no final da manifestação.
"Esta foi uma semana incrivelmente difícil para os californianos que se decepcionaram com a aprovação da Proposta 8. Sentimos um profundo desagrado nesta derrota, mas temos que continuar em frente", explicaram em comunicado conjunto várias organizações de gays e lésbicas.
A proposta obrigará as autoridades a tornar ilegal os casamentos entre homossexuais que foram feitos desde o mês de junho, depois que a Corte Suprema do Estado emitiu sentença dizendo ser inconstitucional negar o direito ao casamento por questão do sexo dos noivos.
O escritório do Registro Civil do Condado de Los Angeles deixou, já na quarta-feira, de outorgar formulários de casamento para pessoas do mesmo sexo.
A implicação das instituições religiosas neste Estado durante a campanha para proibir os casamentos gays, concentrou a ira de muitos manifestantes sobre algumas igrejas.
Na quinta-feira (6), mais de 2.000 pessoas protestaram ao redor do maior templo mórmon de Los Angeles com cartazes com mensagens como "Jesus teria votado não à Proposta 8" ou "Jesus nos salve de seus seguidores", enquanto a polícia protegia as entradas do templo.
Um dado significativo foi o apoio à Proposta 8 das comunidades negras, tradicionalmente liberais e com um passado de luta pela igualdade de direitos civis.
"As pessoas negras vão à igreja, provavelmente mais que a população branca, e as igrejas que freqüentam tendem a ser muito tradicionais", explicou o pastor afroamericano Madison Shockley da igreja Peregrinos Unidos de Jesus Cristo em declarações ao jornal "Los Angeles Times".
A expectativa gerada pelas eleições mobilizou quase todos os eleitores afroamericanos, que foram às urnas em apoio a Barack Obama, eleito o primeiro negro presidente dos EUA.
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Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
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