Mundo
09/11/2008 - 11h40

Milhares de californianos saem às ruas pela legalização do casamento gay

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FERNANDO MEXIA
da Efe

Milhares de pessoas marcharam neste domingo, pelo quarto dia consecutivo, para protestar contra uma medida aprovada esta semana que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia.

A Proposta 8, que solicitava uma emenda à constituição da Califórnia para definir o casamento como um enlace entre um homem e uma mulher, venceu com 52,5% dos votos em um plebiscito realizado junto com as eleições presidenciais na terça-feira (4).

A manifestação contou com a participação de milhares de simpatizantes com a luta da comunidade gay pelo direito de casar, incluindo, segundo os organizadores, o primeiro casal gay que se casou na Califórnia, além de famosos e pessoas vindas de diferentes Condados do sul do Estado.

A tensão entre os manifestantes, frustrados ao ver que a maioria de seus moradores se pronunciou a favor de impedir o casamento gay, levou em duas ocasiões a pequenos distúrbios com a polícia.

Na quarta-feira (5) à noite, as forças de segurança detiveram sete pessoas em Los Angeles, enquanto na sexta-feira (7) foram 15 detenções em Long Beach, depois que um pequeno grupo de pessoas se negou a se dispersar no final da manifestação.

"Esta foi uma semana incrivelmente difícil para os californianos que se decepcionaram com a aprovação da Proposta 8. Sentimos um profundo desagrado nesta derrota, mas temos que continuar em frente", explicaram em comunicado conjunto várias organizações de gays e lésbicas.

A proposta obrigará as autoridades a tornar ilegal os casamentos entre homossexuais que foram feitos desde o mês de junho, depois que a Corte Suprema do Estado emitiu sentença dizendo ser inconstitucional negar o direito ao casamento por questão do sexo dos noivos.

O escritório do Registro Civil do Condado de Los Angeles deixou, já na quarta-feira, de outorgar formulários de casamento para pessoas do mesmo sexo.

A implicação das instituições religiosas neste Estado durante a campanha para proibir os casamentos gays, concentrou a ira de muitos manifestantes sobre algumas igrejas.

Na quinta-feira (6), mais de 2.000 pessoas protestaram ao redor do maior templo mórmon de Los Angeles com cartazes com mensagens como "Jesus teria votado não à Proposta 8" ou "Jesus nos salve de seus seguidores", enquanto a polícia protegia as entradas do templo.

Um dado significativo foi o apoio à Proposta 8 das comunidades negras, tradicionalmente liberais e com um passado de luta pela igualdade de direitos civis.

"As pessoas negras vão à igreja, provavelmente mais que a população branca, e as igrejas que freqüentam tendem a ser muito tradicionais", explicou o pastor afroamericano Madison Shockley da igreja Peregrinos Unidos de Jesus Cristo em declarações ao jornal "Los Angeles Times".

A expectativa gerada pelas eleições mobilizou quase todos os eleitores afroamericanos, que foram às urnas em apoio a Barack Obama, eleito o primeiro negro presidente dos EUA.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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