Por causa de Berlusconi, Bruni se diz feliz por ter se nacionalizado francesa
da Ansa, em Roma
da Efe, em Paris
A primeira-dama da França, Carla Bruni, nascida na Itália, afirmou se sentir "feliz" por ter se nacionalizado francesa ao comentar as declarações do premiê italiano, Silvio Berlusconi, após as eleições norte-americanas.
| 14.jul.08/Reuters |
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| Após fala de Berlusconi sobre Obama, Bruni se diz feliz por ter se nacionalizado francesa |
Logo após a eleição do democrata Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, Berlusconi brincou dizendo que Obama é "jovem, belo e bronzeado", declarações que geraram polêmica no cenário político interno italiano e também repercutiram na mídia mundial.
"Provoca um estranho efeito escutar o premiê italiano Silvio Berlusconi brincar dizendo que Obama está 'sempre bronzeado'", disse Carla Bruni ao "Journal du Dimanche". Por isso, a modelo e cantora afirmou que "às vezes se sente feliz" por ter se nacionalizado francesa.
O ex-presidente italiano Francesco Cossiga, por sua parte, respondeu a Carla dizendo que "nós italianos também estamos contentes que não seja mais italiana, inclusive estamos felizes! Mas talvez um dia, Carla, com sua vida tempestuosa, se sinta obrigada a pedir sua cidadania italiana".
| 7.nov.08/AP |
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| Italiano protesta em Roma após comentário do premiê Berlusconi |
"Elogio"
Berlusconi reagiu às críticas dizendo que faltou senso de humor à oposição. "Como é possível que considerem um grande elogio como uma coisa negativa? Pois que vão a [...]", disse o premiê.
De acordo com comunicado oficial, Obama conversou com Berlusconi por telefone, nesta sexta-feira (7) à noite, e os dois tiveram uma conversa "longa e cordial".
"Oui, nous pouvons"
Bruni apóia um manifesto "em favor da igualdade real" publicado neste domingo, a respeito da vitória de Obama e que utiliza o lema de sua campanha.
"Oui, nous pouvons", como é chamado o manifesto --uma tradução ao francês do "Yes, we can", lema do democrata na campanha eleitoral--, foi publicado no "Le Journal du Dimanche".
Apesar de a primeira-dama da França não aparecer como signatária do manifesto, o periódico afirma que ela "concorda" com o texto, após ela advertir de que, "se fosse só Carla Bruni, a cantora, assinaria sem problemas o manifesto a favor da igualdade".
"Mas me chamo Bruni-Sarkozy, e meu sobrenome me pertence menos. Seria estranho se me comunicasse com o poder, ou seja, com meu marido, através de um pedido interposto", afirma a ex-modelo e cantora ao jornal.
Por enquanto, o manifesto conta com a assinatura de vários políticos do partido União por um Movimento Popular (UMP, no governo), mas também de outras legendas, e nele se afirma que a eleição de Obama "destaca, por um cruel contraste, as carências da República Francesa".
O texto acrescenta que a França se diferencia dos Estados Unidos porque os americanos "souberam superar a questão racial ao escolher como presidente um homem que é negro".
"Que lição", afirma o manifesto, no qual se diz que os franceses devem escutar os americanos e pede a aplicação de um programa mínimo de apoio à "igualdade real".
Ao apoiar o manifesto, Bruni destaca que concorda com "as grandes linhas", mas que é "talvez, mais indulgente para com a França, que está disposta a se movimentar", e cita seu caso e o de seu marido, Nicolas Sarkozy.
"Meu marido não é Obama, mas os franceses votaram no filho de um imigrante húngaro, cujo pai tem sotaque, cuja mãe é de origem judaica e que sempre reivindicou ser um francês que chegou de fora de um certo modo", afirmou.
"E, pessoalmente, eu não encaixo no perfil tipo da primeira-dama. Sou uma artista, nascida italiana", explica Bruni na entrevista ao jornal.
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