UE retomará negociações para acordo estratégico com a Rússia
da Efe, em Bruxelas
A UE (União Européia) decidiu nesta segunda-feira que irá retomar as negociações para um acordo estratégico com a Rússia. A reaproximação foi acordada em reunião entre os ministros europeus das Relações Exteriores. Dos 27 países-membros que compõem o bloco, apenas a Lituânia se opôs à retomada de acordos políticos, econômicos e comerciais, paralisados depois do conflito com a Geórgia.
| Claude Paris)/AP |
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| Ferrero-Waldner disse que ações da Rússia ainda são inaceitáveis |
"Quase todos estamos de acordo e é um sentimento quase generalizado de que é necessário continuar o diálogo, embora não ignoremos que a Rússia mudou à força as fronteiras da Geórgia", explicou o chanceler francês, Bernard Kouchner, após o Conselho de Assuntos Gerais e Assuntos Exteriores da UE.
Ele lembrou que formalmente não era necessária uma votação para retomar as negociações, suspensas em 1º de setembro pela UE para forçar o cumprimento pela Rússia dos acordos de paz após o conflito com a Geórgia.
A decisão de hoje foi favorecida por um comunicado conjunto no qual dois dos países mais reticentes, Reino Unido e Suécia, reconheceram a necessidade de seguir com as conversas.
A Comissão Européia e a parte russa voltarão a se reunir após a próxima cúpula UE-Rússia em Nice, na França, no próximo dia 14 de novembro, e as conversas de Genebra entre russos e georgianos de 18 de novembro.
Agressão
A comissária de Assuntos Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, disse que a decisão de retomar os negócios "não é um presente à Rússia, já que suas ações continuam sendo inaceitáveis", mas "é importante modernizar" a associação entre o bloco e os russos, "especialmente em segurança energética".
Algumas autoridades européias ainda acusam a Rússia de não permitir total acesso dos monitores da UE às regiões do conflito com a Geórgia, que não faz parte do bloco. Eles foram enviados para garantir uma saída segura e pacífica das tropas que ocuparam zonas de segurança que contornam as regiões separatistas da Ossétia do Sul e Abhkázia.
O primeiro-ministro da Geórgia, Grigol Mgaloblishvili, disse mais cedo que a decisão do bloco de reiniciar negociações com a Rússia poderia encorajar agressões ao país. "Declarar hoje 'missão cumprida' e retornar aos negócios usuais com a Rússia poderia encorajar a Federação Russa a continuar com ações agressivas contra a Geórgia e as vizinhanças do Leste Europeu", declarou o primeiro-ministro.
Com Efe e Reuters
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