Mundo
11/11/2008 - 07h58

Obama e Bush discutem auxílio à indústria automobilística

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colaboração para a Folha Online

O presidente eleito, Barack Obama, fez sua primeira visita à Casa Branca nesta segunda-feira e aproveitou a reunião para pedir uma ação rápida do presidente George W. Bush para ajudar a indústria automobilística americana, uma das mais atingidas pela crise financeira, informou o jornal "The New York Times".

O teor da conversa entre Obama e Bush não foi divulgado pelos assessores. O jornal, contudo, citando pessoas ligadas à discussão e assessores do democrata, afirma que o presidente republicano indicou que poderia apoiar algum tipo de medida de resgate para a indústria automobilística dos Estados Unidos se Obama e a maioria democrata no Congresso derrubarem a oposição ao tratado de livre-comércio com a Colômbia.

Eric Draper/AP
U.S. President George W. Bush and President-elect Barack Obama meet in the Oval Office of the White House, November 10, 2008. REUTERS/White House photo by Eric Draper/Handout (UNITED STATES). FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS.
Obama e Bush se reúnem na Casa Branca e falam de ajuda ao setor automobilístico

O acordo é um dos pilares da política econômica de Bush e foi vetado no Congresso pelos democratas que argumentam pelas conseqüências do tratado na economia enfraquecida dos EUA.

Os assessores de Obama e os democratas, contudo, não planejam derrubar o veto e podem simplesmente esperar até que Obama assuma oficialmente a Presidência, em 20 de janeiro.

Ainda na campanha presidencial, Obama criticou o pacto com a Colômbia e disse que não o apoiaria até que o país tenha ação definida para reduzir os assassinatos de trabalhadores sindicalizados. Depois que ganhou a eleição da terça-feira passada (4), ele reiterou inúmeras vezes que apóia um resgate imediato da indústria automobilística, "a coluna vertebral da manufatura americana".

E a situação efetivamente pede por ação rápida. General Motors, Ford Motor, e Chrysler LLC, três das maiores do setor, pedem por empréstimos emergenciais de US$ 25 bilhões para, segundo eles, evitar o colapso da indústria.

Na semana passada, a GM anunciou um prejuízo de US$ 2,5 bilhões de julho a setembro, além de ter gasto US$ 6,9 bilhões do seu caixa no trimestre pela "desaceleração da demanda por veículos combinada com a crise de crédito, especialmente na América do Norte e na Europa".

Os principais nomes democratas no Congresso escreveram uma carta ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, para incluir o setor no pacote de resgate de US$ 700 bilhões previsto para o mercado financeiro.

A equipe de Bush não descarta a possibilidade de estender o auxílio de emergência aos fabricantes, mas declarações públicas de membros do gabinete republicano indicam que tal ajuda exigirá ação legislativa separada e não simplesmente incluí-la no pacote aprovado no Congresso neste ano.

Visita

O presidente Bush e sua mulher, Laura, ofereceram sorrisos e apertos de mão quando o casal Barack e Michelle Obama desceu da limusine para iniciar ao seu futuro lar.

Os presidentes eleitos costumam visitar a Casa Branca antes da posse, mas normalmente esperam mais tempo. A presença de Obama na sede do poder, apenas seis dias depois da eleição, mostra o sentido de urgência nesta transição --a primeira em quatro décadas num momento de guerra, e ainda por cima em meio a uma profunda crise econômica que começou nos EUA e se espalhou pelo mundo.

"Obviamente a economia será algo no topo para ambos os líderes", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, antes do encontro entre Bush e Obama.

Laura Bush deu bom dia ao casal, mesmo já sendo bem depois do meio-dia. Ela aproveitou a visita para mostrar os aposentos pessoais da Casa Branca a Michelle Obama.

Bush e Obama caminharam lado a lado sob os arcos da Casa Branca, conversando amistosamente. Pararam rapidamente e acenaram para as câmeras, mas não conversaram com os jornalistas.

Bush e seu sucessor seguiram para o Salão Oval, onde deveriam discutir durante cerca de uma hora a crise financeira global e as guerras do Iraque e Afeganistão, entre outros desafios que Obama herdará.

Foi o primeiro encontro pessoal de ambos desde a expressiva vitória do senador democrata sobre o republicano John McCain, na eleição de terça-feira. Obama, 47, é o primeiro negro a ser eleito presidente dos EUA.

Assessores de Obama dizem que, logo após tomar posse, ele deve revogar decretos de Bush que limitam as pesquisas com células-tronco e ampliam a extração de gás e petróleo em algumas áreas.

Mas, na visita de segunda-feira, não havia sinal de tensão ou ressentimento. O casal Obama saiu do carro no portão sul, depois de ser muito aplaudido na passagem da comitiva pelas ruas da capital.

Quando a visita terminou, Bush acompanhou Obama de volta à limusine. O presidente-eleito volta a Chicago, onde vive, ainda na segunda-feira.

Comentários dos leitores
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. sem opinião
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Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
So existe 2 cominhos aos EUA no afeganistão & iraque. Ou enviam mais do dobro de tropas e realmente ocupam os 2 países, e acabam de uma vez com a instabilidade, ou retiram todas suas tropas e deixam a deus dará.
Esta ocupação foi um ato irresponsável da Familia Busch, Pai & Filho, que somente sabem fazer guerra e alimentar o sentimento anti americano no mundo.
Obama, faça um favor a todos nós, tira a carapuça e adimita que mais uma vez vcs perderam a Guerra, e jogaram mais de U$ 1,300 Trilhão na lata do lixo.
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eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
Obama... Obama, tá ficando dificel manter as aprarências. Você é "soldadinho de chumbo" dos donos dos Eua.
Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
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