Obama e Bush discutem auxílio à indústria automobilística
colaboração para a Folha Online
O presidente eleito, Barack Obama, fez sua primeira visita à Casa Branca nesta segunda-feira e aproveitou a reunião para pedir uma ação rápida do presidente George W. Bush para ajudar a indústria automobilística americana, uma das mais atingidas pela crise financeira, informou o jornal "The New York Times".
O teor da conversa entre Obama e Bush não foi divulgado pelos assessores. O jornal, contudo, citando pessoas ligadas à discussão e assessores do democrata, afirma que o presidente republicano indicou que poderia apoiar algum tipo de medida de resgate para a indústria automobilística dos Estados Unidos se Obama e a maioria democrata no Congresso derrubarem a oposição ao tratado de livre-comércio com a Colômbia.
| Eric Draper/AP |
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| Obama e Bush se reúnem na Casa Branca e falam de ajuda ao setor automobilístico |
O acordo é um dos pilares da política econômica de Bush e foi vetado no Congresso pelos democratas que argumentam pelas conseqüências do tratado na economia enfraquecida dos EUA.
Os assessores de Obama e os democratas, contudo, não planejam derrubar o veto e podem simplesmente esperar até que Obama assuma oficialmente a Presidência, em 20 de janeiro.
Ainda na campanha presidencial, Obama criticou o pacto com a Colômbia e disse que não o apoiaria até que o país tenha ação definida para reduzir os assassinatos de trabalhadores sindicalizados. Depois que ganhou a eleição da terça-feira passada (4), ele reiterou inúmeras vezes que apóia um resgate imediato da indústria automobilística, "a coluna vertebral da manufatura americana".
E a situação efetivamente pede por ação rápida. General Motors, Ford Motor, e Chrysler LLC, três das maiores do setor, pedem por empréstimos emergenciais de US$ 25 bilhões para, segundo eles, evitar o colapso da indústria.
Na semana passada, a GM anunciou um prejuízo de US$ 2,5 bilhões de julho a setembro, além de ter gasto US$ 6,9 bilhões do seu caixa no trimestre pela "desaceleração da demanda por veículos combinada com a crise de crédito, especialmente na América do Norte e na Europa".
Os principais nomes democratas no Congresso escreveram uma carta ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, para incluir o setor no pacote de resgate de US$ 700 bilhões previsto para o mercado financeiro.
A equipe de Bush não descarta a possibilidade de estender o auxílio de emergência aos fabricantes, mas declarações públicas de membros do gabinete republicano indicam que tal ajuda exigirá ação legislativa separada e não simplesmente incluí-la no pacote aprovado no Congresso neste ano.
Visita
O presidente Bush e sua mulher, Laura, ofereceram sorrisos e apertos de mão quando o casal Barack e Michelle Obama desceu da limusine para iniciar ao seu futuro lar.
Os presidentes eleitos costumam visitar a Casa Branca antes da posse, mas normalmente esperam mais tempo. A presença de Obama na sede do poder, apenas seis dias depois da eleição, mostra o sentido de urgência nesta transição --a primeira em quatro décadas num momento de guerra, e ainda por cima em meio a uma profunda crise econômica que começou nos EUA e se espalhou pelo mundo.
"Obviamente a economia será algo no topo para ambos os líderes", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, antes do encontro entre Bush e Obama.
Laura Bush deu bom dia ao casal, mesmo já sendo bem depois do meio-dia. Ela aproveitou a visita para mostrar os aposentos pessoais da Casa Branca a Michelle Obama.
Bush e Obama caminharam lado a lado sob os arcos da Casa Branca, conversando amistosamente. Pararam rapidamente e acenaram para as câmeras, mas não conversaram com os jornalistas.
Bush e seu sucessor seguiram para o Salão Oval, onde deveriam discutir durante cerca de uma hora a crise financeira global e as guerras do Iraque e Afeganistão, entre outros desafios que Obama herdará.
Foi o primeiro encontro pessoal de ambos desde a expressiva vitória do senador democrata sobre o republicano John McCain, na eleição de terça-feira. Obama, 47, é o primeiro negro a ser eleito presidente dos EUA.
Assessores de Obama dizem que, logo após tomar posse, ele deve revogar decretos de Bush que limitam as pesquisas com células-tronco e ampliam a extração de gás e petróleo em algumas áreas.
Mas, na visita de segunda-feira, não havia sinal de tensão ou ressentimento. O casal Obama saiu do carro no portão sul, depois de ser muito aplaudido na passagem da comitiva pelas ruas da capital.
Quando a visita terminou, Bush acompanhou Obama de volta à limusine. O presidente-eleito volta a Chicago, onde vive, ainda na segunda-feira.
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Esta ocupação foi um ato irresponsável da Familia Busch, Pai & Filho, que somente sabem fazer guerra e alimentar o sentimento anti americano no mundo.
Obama, faça um favor a todos nós, tira a carapuça e adimita que mais uma vez vcs perderam a Guerra, e jogaram mais de U$ 1,300 Trilhão na lata do lixo.
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Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
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