Mundo
11/11/2008 - 10h45

Rússia pede que Obama acabe com embargo americano a Cuba

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da Efe, em Moscou

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, pediu nesta terça-feira que a nova Presidência dos Estados Unidos revise a postura em relação a Cuba e que considere a opinião da comunidade internacional sobre a necessidade de interromper o bloqueio econômico à ilha.

"Ouvi que o presidente eleito [Barack Obama] nomeou as relações com Cuba entre os assuntos a serem avaliadas por sua administração", afirmou o chefe da diplomacia russa ao final de suas conversas com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, citado pelas agências russas.

Lavrov afirmou que Moscou compreende que é uma decisão que os EUA devem tomar, mas acrescentou: "acreditamos que a voz da comunidade internacional, que novamente foi escutada nas Nações Unidas, seja, claro está, levada em consideração".

A Rússia já expressou sua posição em relação às sanções econômicas americanas contra Cuba ao votar por sua interrupção, junto com outros 184 países, na Assembléia Geral da ONU.

"Cumprimentamos a ampliação da democratização e a maior atenção às tarefas de desenvolvimento nacional que observamos na América Latina", disse Lavrov, ao se referir às relações de Moscou com os países latino-americanos.

Parceiros

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou nesta terça-feira que Cuba foi e é um dos "parceiros chaves" de seu país na América Latina e que os dois países desenvolvem ativamente sua cooperação política, bilateral e no âmbito internacional.

O presidente insistiu, contudo, na necessidade de prestar maior atenção ao fomento dos vínculos econômicos. "Superamos a pausa que aconteceu em nossas relações durante a última década. Hoje nossos contatos têm conteúdo e são amistosos", afirmou.

O período citado pelo presidente russo engloba a desintegração da União Soviética e a chegada ao Kremlin de Vladimir Putin, em 2000, anos no qual a Rússia praticamente abandonou o seu antigo aliado no hemisfério ocidental.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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