Estratégia de Obama para Afeganistão pode incluir diálogo com Irã, diz jornal
colaboração para a Folha Online
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, busca uma estratégia mais regional para a guerra do Afeganistão, o que incluiria conversas com o Irã, segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal "The Washington Post". O Irã, localizado a oeste do Afeganistão, foi mantido à distância pelo governo do atual presidente, o republicano George W. Bush, mas pode ser chamado na formulação de uma nova estratégia para o Afeganistão, segundo um oficial de alta patente citado na reportagem.
Uma fonte disse ao "WP" que o diálogo representa a existência de "objetivos comuns". Segundo essa fonte, os iranianos também não querem extremistas sunitas no governo do Afeganistão. No entanto, ainda é muito cedo para saber como a Casa Branca agiria para coordenar uma conversação com o Irã sobre o Afeganistão, já que Washington e Teerã não possuem relações diplomáticas desde 1979, lembra o "WP".
| Charles Dharapak/AP/10.nov.2008 |
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| Equipe de Obama já começa a discutir nova estratégia militar para o Afeganistão |
De acordo com o jornal, Obama tem planos de levar tropas adicionais ao Afeganistão e voltar a se concentrar nas buscas por Osama bin Laden, o líder da rede Al Qaeda.
Mas a equipe do futuro presidente ainda está longe de apresentar uma estratégia que traga Bin Laden novamente à linha de frente do combate ao terrorismo dos EUA, disse o "WP". Na última quinta-feira, Obama recebeu pela primeira vez informações confidenciais, passadas pelo serviço nacional de inteligência.
Embora enfatize a importância de manter as operações contra o grupo islâmico Taleban no Paquistão, base para o lançamento de ataques contra militares norte-americanos no vizinho Afeganistão, o novo governo pretende ressaltar, junto à opinião pública, a necessidade de lutar contra extremistas islâmicos responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001.
Segundo assessores, Barack Obama vai manter a Al Qaeda como prioridade máxima. "Esse é o nosso inimigo", disse um assessor de Obama ao "WP", referindo-se a Bin Laden. "E ele deve ser o nosso principal alvo", afirmou.
Estratégias
À medida que Obama começa a formular seu projeto militar para o Afeganistão, estrategistas já começam a questionar o presidente Hamid Karzai, que deve concorrer à reeleição no ano que vem. O secretário de Defesa, Robert M. Gates, frustrado com a performance de aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), cujas tropas equivalem a mais da metade do efetivo estrangeiro no Afeganistão, já planeja reforçar a liderança dos EUA na região, assim como maior envolvimento no combate ao Taleban.
O reforço da liderança dos EUA no Afeganistão é bem-vindo, desde que não signifique um controle total, disse um oficial europeu, que não quis se identificar. Enquanto militares americanos criticam a falta de empenho no combate, oficiais europeus reclamam do que classificam de arrogância dos Estados Unidos.
Outro oficial da Otan afirmou que Obama, cuja vitória teve ampla aprovação por parte de líderes europeus, pode ser mais bem sucedido do que Bush em persuadir aliados de aumentar tropas de combate no Afeganistão. "Acredito que o novo presidente vai conseguir persuadir nações européias que não gostavam da maneira de Bush de negociar", afirmou.
Com Associated Press
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Na guerra contra homens para conquistar a Paz ele é capaz, no entanto, não consegue se incorporar numa guerra maior, a do bem estar e melhoria de vida de toda a população do globo terrestre, quando coloca obstáculos e seu singelos projetos só entrarão em execução daque a uma ou duas décadas, não é estranho?
Encaminhado as 12h31 de 11/12 e não publicado.
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