Mundo
11/11/2008 - 13h21

Lula diz que a eleição de Obama "não é pouca coisa"

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da France Press

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu nesta terça-feira, em Roma, que a eleição do novo presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, é um fato histórico significativo.

Max Rossi/Reuters
"[Lula parabeniza Barack Obama e diz que a esperança é mais forte que o medo]":http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u464571.shtml
Lula parabeniza Barack Obama e diz que a esperança é mais forte que o medo

"Não é pouca coisa que os Estados Unidos tenham eleito um negro como presidente da República. Como também não foi pouca coisa que tenha sido eleito um torneiro matalúrgico no Brasil, um índio na Bolívia e um bispo católico no Paraguai", declarou Lula durante uma mesa redonda com sindicalistas italianos.

"A eleição Obama foi uma das conseqüências da crise. Inteligente como é, ele sabe que, se a crise não for resolvida, isso será responsabilidade dele", acrescentou.

Lula também se reunirá com sindicalistas americanos quando for a Washington participar na reunião de cúpula do G8 e G20 no próximo final de semana.

"É importante que o movimento sindical, o povo, elabore propostas para encontrar um novo sistema econômico mundial, com outras instituições multilaterais, porque as de agora não representam o século XXI", declarou.

Lula defende a criação de uma "nova ordem" econômico mundial que seja mais humana e dê prioridade aos assuntos sociais, e reclama maior espaço para o Brasil e os países emergentes nos grandes foros de consenso econômico e diplomático.

Hoje, Obama afirmou que não irá à reunião da cúpula dos G20. De acordo com o porta-voz do democrata, Robert Gibbs, Obama permanecerá afastado das negociações, embora seja possível que alguns de seus colaboradores participem de encontros no fim de semana.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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