Presidente do Partido Democrata quer crédito por vitória de Obama
da Folha Online
Um dia após a eleição presidencial nos EUA, o Comitê Nacional Democrata emitiu um memorando reclamando crédito ao presidente do partido, Howard Dean, pela vitória de Barack Obama na disputa, segundo o "New York Times".
O documento argumenta que a vitória de Obama foi, ao menos em parte, fruto da "estratégia dos 50 Estados" de Dean, na qual ele investiu dinheiro no estabelecimento de uma presença democrata em todo o país.
| Manuel Balce Ceneta/AP |
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| O presidente do Partido Democrata, Howard Dean, busca reconhecimento por sua estratégia de atuação nos 50 Estados |
O interesse de Dean em levar crédito pela vitória é compreensível, afirma o "NYT". Enquanto a estratégia dos 50 Estados foi aplaudida pelos líderes de partido estaduais --que receberam de bom grado o dinheiro do diretório nacional, que os permitiu contratar empregados em seus Estados--, ela foi fortemente criticada pelos líderes democratas no Congresso em 2006.
Eles queriam que Dean usasse o dinheiro para ajudar nas disputadas eleições parlamentares, com o partido propenso a ter grandes ganhos no Congresso.
Dean se recusou, se envolvendo em discussões públicas com outros líderes do partido, que o acusavam de teimoso e de inconseqüente politicamente.
Ampla vitória
Nas eleições do último dia 4, Obama venceu em Estados cuja preferência era solidamente republicana há anos. O "NYT" questiona o quanto desse resultado foi em função da estratégia de Dean.
O líder da legenda havia percebido que o Partido Democrata estava errando ao se focar sempre nos mesmos Estados. E, como ele argumentava, era um investimento que demoraria a dar retorno. De tempos em tempos, ele afirmava que a legenda devia pensar em um crescimento a longo prazo, em vez de se focar nas próximas eleições.
| Charles Rex Arbogast/AP |
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| David Plouffe, diretor de campanha de Obama, aproveitou a grande quantia de dinheiro arrecadada para ampliar a campanha |
Porém, no ano em que os democratas estavam competindo com um partido ao qual pertence o presidente mais impopular da história --e em meio a uma crise econômica--, os resultados da estratégia são difíceis de serem avaliados.
A reivindicação de que as ações de Dean forneceram a base para a ampla vitória de Obama pode se mostrar problemática. A decisão de ampliar o "campo de batalha eleitoral" foi uma das principais estratégias de David Plouffe, diretor de campanha do presidente eleito, que sempre pressionou por mudanças nas antigas práticas de campanha.
Ao longo do ano, Plouffe defendeu que a campanha de Obama iria competir em Estados onde os democratas eram rechaçados há anos e poderia vencer, graças a algumas características da campanha de Obama e da dinâmica da corrida de 2008.
Características
O primeiro fator é o dinheiro. Obama tinha tantos recursos que podia competir em todos os lugares que, em outro ano, poderiam parecer como perdidos.
Um fator não menos importante foi o longo calendário democrata, que manteve Obama e a ex-primeira-dama Hillary Clinton competindo até o fim, em 3 de junho.
Quando a disputa interna terminou, Plouffe disse que a campanha de Obama havia tido algum tipo de presença em todos os Estados. Eleitores haviam visto e ouvido Obama, e, mais importante, a campanha havia estabelecido comitês em Estados nos quais outros presidenciáveis democratas mal visitaram.
| Charles Dharapak/AP |
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| O presidente eleito, Barack Obama, conseguiu vencer em Estados que há anos votavam apenas em presidenciáveis republicanos |
Assim, as campanhas se tornaram familiares com as políticas e culturas de Estados que não haviam sido parte do processo de nomeação democrata há anos.
O terceiro fator são os eleitores negros de Estados como Carolina do Norte e, em menor grau, de Indiana e Geórgia.
Dean mandou recursos a todos esses Estados, mas uma das características da campanha de Obama foi o grau em que tentou controlar tudo, o que chegou a irritar os líderes democratas estaduais. Os assessores de Obama, enquanto elogiam a estratégia de Dean de atuar em mais Estados, afirmam que a campanha confiou praticamente apenas em sua própria equipe, dinheiro e organização ao se trabalhar nos Estados republicanos.
Legado
"Isso é mais do que uma simples discussão sobre quem deve levar o crédito", afirma o "NYT". Dean pensa em seu legado após uma campanha na qual foi criticado por falhar na mediação de disputas com potencial de causar cisões entre os candidatos e pelas longas brigas sobre o que fazer com as questionadas primárias da Flórida e de Michigan (o partido se recusou a reconhecer os votos porque ambos Estados infringiram as regras do partido e realizaram suas disputas antes do momento definido).
Dean não busca um segundo mandato em janeiro, e seu nome tem circulado como um possível secretário de Saúde.
O líder da legenda é formado médico e, como governador de Vermont, fez uma expansão pioneira no sistema de saúde local.
O homem contra quem Dean lutou de forma amarga e pública sobre a estratégia dos 50 Estados foi o deputado Rahm Emanuel, que chefiou em 2006 o Comitê de Campanha Nacional Democrata do Congresso, nomeado na semana passada chefe-de-gabinete de Obama.
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A um bom tempo já foi escrito tudo que Obama tem de fazer, e ele, como um bom "rapaz" vem cumprindo exemplarmente suas obrigações...rs.
Não sei ainda quanto tempo a sociedade irá tolerar esse tipo de manipulação, só sei que quanto mais tempo aceitarmos, inertes, que indivíduos e organizações, ditem impunemente os rumos de nossas vidas, somente levando em conta os seus interesses, seremos mais do que vítimas, seremos um completo e passível idiota. E isso cabe a todos, desde os que trabalham nos meios de comunicação, postando essas inverdades como se fossem verdades, até as autoridades que juram um compromisso profissional, mas que se calam diante do seu cumprimento, quando vai de encontro com os interesses desses manipuladores. Pode afirmar que tem medo de retaliações, medo das conseqüências que possam vir, para si e para sua família, podem, é compreensível, mas... Para vos digo: Só haverá justiça e liberdade quando verdadeiramente fizermos valer esses conceitos.
Enquanto isto veremos sempre o dominador fazendo o que bem entender, rindo de nós e nos eliminando como se fossemos nada. Pensem um pouco, srs, vale a pena viver assim?
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Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
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