Mundo
11/11/2008 - 20h47

Após reunião com Obama, Bush acelera ajuda a setor automobilístico

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da Efe

O apoio do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, à concessão imediata de ajudas ao setor automobilístico parece ter motivado a Casa Branca a acelerar os empréstimos para ajudar os fabricantes americanos.

Eric Draper/AP
"[Em encontro com Bush, Obama teria pedido ajuda para salvar indústria automobilística]":http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u466311.shtml
Em encontro com Bush, Obama teria pedido ajuda para salvar indústria automobilística

Nesta terça-feira, o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto disse que a administração do presidente George W. Bush considerará "as idéias do Congresso para acelerar fundos que já foram aprovados no programa de empréstimos' para a indústria do automóvel.

A declaração de Fratto ocorre menos de 24 horas depois de Bush e Obama se reunirem na Casa Branca pela primeira vez.

Durante o encontro, o presidente eleito pediu a Bush que tome de forma imediata medidas para salvar os fabricantes americanos de uma falência que muitos consideram praticamente certa. Dos três principais fabricantes americanos, a General Motors (GM) é que se encontra em pior situação.

A companhia perdeu nos últimos meses bilhões de dólares e com a crise dos mercados de crédito está esgotando seus fundos para manter suas atividades em andamento durante 2009.

Na sexta-feira passada, a GM revelou que perdeu US$ 2,5 bilhões durante o terceiro trimestre de 2008 e que, no mesmo período, consumiu US$ 6,9 bilhões, mais que o dobro do calculado pelos analistas do setor.

No mesmo dia, a GM deu por terminadas suas negociações com o fundo de investimentos Cerberus para a compra da Chrysler. A Cerberus, que controla 80,1% da Chrysler, não revelou a saúde financeira da terceira maior montadora americana, mas os analistas consideram que a empresa está em grave situação e queimando seu dinheiro também com velocidade.

A Ford também sofreu perdas de bilhões de dólares nos últimos dois anos, mas sua situação não parece ser tão crítica. As três companhias eliminaram dezenas de milhares de postos de trabalho e anunciaram cortes de produção, que ameaçam ainda mais demissões e baixas incentivadas maciças.

Perante essa situação, os legisladores democratas estão se apressando para elaborar planos que permitam a Detroit, onde têm sede as principais montadoras do país, ter acesso a bilhões de dólares em ajudas.

Por exemplo, o senador pelo estado de Michigan, onde se concentra grande parte da indústria do motor, Carl Levin, disse ontem que está redigindo um projeto de lei para incluir os fabricantes de automóveis no pacote de resgate de US$ 700 bilhões.

A proposta de Levin e as apresentadas pela equipe de transição de Obama vão além do que a Casa Branca está disposta a aprovar. Os porta-vozes democratas no Congresso, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder do partido no Senado, Harry Reid, também solicitaram durante o fim de semana que o governo Bush inclua o setor do automóvel no plano.

Fratto deixou claro que os fundos que o governo Bush está considerando se reduzem aos US$ 25 bilhões de empréstimos com juros reduzidos aprovados em setembro pelo Congresso.

A Casa Branca também negou as informações divulgadas hoje em vários meios de comunicação americanos, que dizem que Bush ofereceu a Obama apoiar amplas medidas de apoio aos fabricantes de automóveis caso os democratas deixassem de se opor à aprovação do Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia.

A também porta-voz da Casa Branca Dana Perino disse que a informação não é precisa.
Segundo Perino, os dois temas não foram tratados durante a conversa e que embora Bush e Obama tenham discutido "assuntos domésticos e internacionais", assim como a situação econômica, "de nenhuma forma o presidente sugeriu uma troca em referência ao acordo de livre-comércio com a Colômbia".

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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