Mundo
12/11/2008 - 08h50

Em entrevista, McCain defende Palin e nega candidatura em 2012

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colaboração para a Folha Online

O ex-candidato presidencial republicano, John McCain, defendeu sua ex-companheira de chapa, Sarah Palin, dos críticos que a apontam como uma das principais razões para a derrota republicana.

"Tenho muito orgulho dela e sou muito agradecido por ela ter concordado em concorrer ao meu lado. Ela inspirou as pessoas e ainda inspira", disse. "Não poderia estar mais feliz com Sarah Palin. Ela voltará a ser uma ótima governadora e eu acho que ela vai desempenhar um papel importante no futuro deste país."

O senador pelo Arizona escolheu um programa de tom mais leve, o "The Tonight Show with Jay Leno", da NBC, para sua primeira entrevista após a derrota nas urnas. Ao apresentador, ele disse esperar que ela "desempenhe um papel importante no futuro deste país".

Andrew Gombert/Efe
JGM26. PHOENIX (EE.UU.), 05/11/08.- El candidato republicano a la presidencia de Estados Unidos, John McCain, agradece a sus copartidarios durante un discurso en el que aceptó la derrota en la noche de elecciones en el Hotel Baltimore de Phoenix, Arizona (EEUU) hoy, 5 de noviembre de 2008. Barack Obama es el nuevo presidente de Estados Unidos. EFE/ANDREW GOMBERT
John McCain defende a companheira Sarah Palin, mas prefere não citar razão da derrota

Palin era desconhecida no cenário político nacional até seu anúncio como a candidata a vice de McCain. A republicana foi escolhida para atrair a base mais conservadora dos republicanos e as mulheres insatisfeitas com a derrota da democrata Hillary Clinton na disputa pela nomeação. Contudo, sua inexperiência e diversas gafes em entrevistas levaram os eleitores a questionarem seu preparo para ocupar a Casa Branca.

Com o fim da campanha eleitoral americana, a mídia norte-americana publicou várias reportagens nas quais representantes de McCain questionavam o juízo, o preparo e o intelecto de Palin.

Questionado por Leno sobre as especulações de que sua relação com Palin estava tensa depois da derrota, McCain afirmou "que estas coisas acontecem em campanhas".

"Eu acho que tenho pelo menos mil principais conselheiros citados [nos jornais]. Um dos principais conselheiros disse? Eu nunca soube que havia um conselheiro principal ou um republicano de alto escalão", ironizou o republicano.

McCain também negou que uma escolha diferente para sua chapa pudesse mudar o resultado da disputa com Barack Obama e Joe Biden. Questionado sobre uma das críticas em relação a Palin, de que ela não seguia as orientações e mudava a mensagem da campanha em seus discursos, McCain disse: "Você espera que candidatos independentes mantenham a mensagem?".

"As pessoas ficaram muito empolgadas e inspiradas por ela. Isso é o que realmente importa. Ela é uma grande reformadora", disse o senador, sobre os eventos de campanha de Palin.

Na entrevista, McCain evitou nomear as razões de sua derrota para o presidente eleito Barack Obama. "Eu poderia lhe dizer várias coisas que nós podemos ter errado", disse, sem especificar nenhuma delas. "Então, essa é a forma como acontece".

O republicano assumiu a Leno que sabia de suas chances remotas de virar a disputa diante da vantagem consolidada de Obama nas pesquisas nos dois meses anteriores a data da votação. "Eu sabia que estava em desvantagem. Eu sei ler as pesquisas", disse McCain que, durante a campanha, defendia que a eleição não estava acabada e que a verdadeira pesquisa era a do dia 4 de novembro.

McCain reconheceu também o mau momento vivido pelo Partido Republicano que, além de derrotado nas eleições presidenciais e legislativas, vê as piores taxas de aprovação do presidente George W. Bush. "O partido tem muito trabalho a fazer. Nós acabamos de voltar da tosa", brincou.

O senador McCain negou ainda interesse em outra campanha presidencial em 2012, quando terá 76 anos. "Nós teremos uma outra geração de líderes até lá".

Com Associated Press e Reuters

Comentários dos leitores
marcio B. (61) 10/12/2009 12h34
marcio B. (61) 10/12/2009 12h34
Mulheres do Brasil,
Vocês que apoiam o Obama na tentativa de "aliviar" a conduta de todos os estados islâmicos aceitando a crítica dos islâmicos aos EUA. Lembrem que nos EUA as mulheres são livres desde a formação do país, vcs que aplaudiram a vinda do presidente do Irã ao Brasil, vocês mulheres que acham que os EUA é o inimigo e o estado Islâmico é o amigo, eu recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban. Agora, se os EUA abandonarem o afeganistão novamente... Quem sabe o monstro que surgirá? Antes dediscorrer sobre o simples apoio ou não apoio em qualquer assunto, as pessoas devem entender com um mínimo de profundidade o assunto, antes meramente repetir mecanicamente o que outras pessoas falam.
sem opinião
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Fred . (45) 10/12/2009 12h31
Fred . (45) 10/12/2009 12h31
Que absurdo esse arrogante Obama!!Parece que temos um BUSH II travestido de bonzinho enquanto fazia a campanha para presidente...Hoje ele não honra nenhuma promessa. sem opinião
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Chris Maria (259) 10/12/2009 11h30
Chris Maria (259) 10/12/2009 11h30
Eu sempre admirei Obama por suas qualidades intelectuais, e por ter um senso humanitário bem desenvolvido, que ao que parece, sucumbiu diante dos mecanismos que sustentam a máquina norte-americana. Não que ele não mereça, mas, por razões evidentes, esse prêmio vem num momento onde segue na contra mão dos fatos. sem opinião
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