Mundo
12/11/2008 - 11h33

Lula é "simpaticíssimo, capaz e um verdadeiro amigo", diz Berlusconi

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da Efe, em Roma

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "simpaticíssimo, capaz e um verdadeiro amigo". Os dois se reuniram nesta terça-feira (11) em Roma por ocasião da visita oficial do brasileiro à Itália.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo italiano "La Repubblica", Berlusconi reconhece o "papel importante" do Brasil para conseguir solucionar a crise financeira internacional e anunciou que visitará Lula em fevereiro que vem.

Ettore Ferrari/Efe
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cumprimenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "amigo"
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cumprimenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "amigo"

Os dois líderes tiveram a oportunidade de se encontrarem em Roma em uma reunião na qual Lula e Berlusconi conversaram sobre as posições que levarão à cúpula do G20 deste sábado em Washington e sobre outros temas de política internacional, como a futura relação entre Rússia e Estados Unidos após a chegada de Barack Obama à Casa Branca.

Lula "está de acordo comigo em considerar decisivo solucionar a crise dos mísseis. É inclusive mais importante do que a crise das bolsas", declara o primeiro-ministro italiano. "Caso continuem apontando as armas um para o outro, então está aberto o caminho para a Guerra Fria. Uma coisa absurda. Por isto, estou me empenhando em um esforço de mediação, e Obama é o primeiro a saber que ninguém como eu pode ajudá-lo."

Berlusconi criticou a esquerda italiana por ter chamado de racista seu comentário sobre o tom de pele "bronzeado" de Obama, após as eleições presidenciais nos EUA e durante sua visita oficial a Moscou.

"Ninguém fez caso na América e ele mesmo deu uma gargalhada. Eu disse apenas que é inteligente, bonito e bronzeado. Não disse que é alto porque estava com [o primeiro-ministro russo, Vladimir] Putin e [o presidente da Rússia, Dmitri] Medvedev, que são como eu", afirma Berlusconi. "Além disso, todos os verões tentamos ficar morenos sob o sol e ficamos debaixo de lâmpadas durante o inverno", acrescenta.

O primeiro-ministro italiano acredita que Obama é uma pessoa "válida" e que se sairá bem na Presidência dos EUA, mas, segundo ele, "chegou em um período difícil". Sobre a presença de jogadores brasileiros do Milan na recepção a Lula ontem, Berlusconi disse que o presidente brasileiro gostou de se encontrar com eles.

"Lula me disse que, no futuro, Kaká também poderia estar interessado em entrar para a política", contou Berlusconi.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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