Alitalia cancela dezenas de vôos no terceiro dia de greve
colaboração para a Folha Online
A companhia aérea Alitalia cancelou dezenas de vôos nesta quarta-feira, no terceiro dia consecutivo de greve dos funcionários. Os passageiros enfrentam longas filas e atrasos e burocracia para conseguir vôos alternativos.
A Alitalia prevê que cerca de 50 vôos serão cancelados hoje por causa dos protestos dos trabalhadores diante do novo convênio coletivo oferecido pelos futuros compradores da companhia.
Alguns passageiros passaram a noite nos aeroportos italianos nos últimos dias com o atraso dos vôos por, ao menos, 24 horas. Outros preferiram mudar de companhia enquanto a greve dos funcionários não acabar.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi chamou a greve dos cerca de 330 funcionários "irresponsável e inaceitável". O governo anunciou que os trabalhadores que participaram desta paralisação brusca, considerada ilegal, serão multados e, se continuarem, serão tomadas decisões de tipo penal. A Procuradoria de Roma abriu uma investigação sobre a greve sob a acusação de interrupção do serviço público.
A União dos Pilotos e Atendentes de Vôo da Alitalia recusou o plano de resgate dos investidores italianos que querem comprar a companhia. O acordo inclui reduzir o número de empregados, Vôos e rotas.
Outros sindicatos de trabalhadores da Alitalia concordaram com os termos do contrato. O grupo de investidores conhecido como Companhia Aérea Italiana (CAI) afirmou que manterá a oferta e oferecerá contratos individuais aos pilotos e tripulação se necessário.
O administrador da falência da Alitalia alertou contra greves na companhia que causam perdas de milhões de euros por dia.
Plano
A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia (UE), aprovou nesta quarta-feira o plano de resgate da companhia aérea Alitalia, que passará ao controle de um grupo de investidores italiano que não terá que reembolsar um empréstimo estatal de 300 milhões de euros (US$ 376 milhões).
O reembolso do empréstimo concedido pelo governo italiano em abril ficará a cargo da antiga Alitalia, colocada em liquidação, por meio dos lucros obtidos com a venda de ativos. A CAI manteve em 31 de outubro a oferta definitiva de compra das atividades de transporte de passageiros da Alitalia, em crise há 10 anos.
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