Mundo
13/11/2008 - 11h35

Pentágono faz lobby por Gates e mais dinheiro

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colaboração para a Folha Online

O Departamento da Defesa americano é o órgão mais importante que a equipe de transição de Barack Obama terá de montar nas próximas semanas e também o que mais tem exercido pressão informa nesta quinta-feira reportagem de Sérgio Dávila publicada pela da Folha de S.Paulo (íntegra disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

O Pentágono faz lobby pela manutenção do secretário da Defesa, Robert Gates, e pelo repasse de mais dinheiro, além dos atuais 6,2% do PIB americano. Um relatório feito pelo Defense Business Board classifica a situação como "insustentável" e diz que o Pentágono pode falir se prioridades não forem mudadas.

Lawrence Jackson/AP/28.out.08
Pentágono pressiona Barack Obama pela manutenção de Robert Gates no comando
Pentágono pressiona Barack Obama pela manutenção de Robert Gates no comando

Obama prometeu iniciar a retirada de tropas do Iraque assim que assumisse o cargo, pois têm planos de concentrar esforços no Afeganistão, que considera ser o centro da guerra ao terror. Desta forma, não há previsão de que os gastos com a defesa sejam reduzidos.

Já a manutenção de Gates é considerada mais complicada, já que o secretário está muito associado às políticas de George W. Bush, combatidas por Obama durante campanha.

Especulações

Nesta quarta-feira (12), a equipe de transição de Obama negou boatos sobre a permanência de Gates no novo governo. O chefe da equipe de transição democrata, John Podesta, disse à imprensa que Obama tem "um grande respeito" por Gates, mas que espera as conclusões de seus especialistas, que analisam as operações realizadas pelo Departamento da Defesa.

Gates foi elogiado tanto no Partido Republicano quanto no Democrata por seu papel desde que assumiu o cargo, em 2006. O jornal "The Wall Street Journal" afirmou em reportagem publicada nesta terça-feira (11) que Obama está disposto a pedir que Gates permaneça no cargo por pelo menos mais um ano.

Gates, assim como Obama, defende o envio de mais tropas ao Afeganistão. No entanto, ele é contra o cumprimento de um cronograma de retirada de militares do Iraque. Logo, se Obama realmente decidir manter Gates no cargo, será um indício de que ele irá adiar uma promessa de campanha, a de retirar as tropas do Iraque até 2010.

Conforme o "WSJ", porém, assessores de Gates dizem que ele está ansioso pelo fim do seu mandato; que "fala freqüentemente em deixar o Pentágono em janeiro para retornar para um refúgio no Estado de Washington"; e que "carrega um chaveiro eletrônico com o número de dias para o fim do governo Bush".

Nomes democratas que estão ligados ao ex-presidente e democrata, Bill Clinton (1993-2001), são cotados para o posto. Entre eles estão Richard Danzig, secretário de Marinha no governo Clinton, e John Hamre, vice-secretário de Defesa de Clinton.

Comentários dos leitores
Chris Maria (260) 10/12/2009 18h38
Chris Maria (260) 10/12/2009 18h38
O comentário do Sr. marcio B. (61) 10/12/2009 12h34 é tão consistente como um prego fincado na areia. rs... sem opinião
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Joel Saraiva (143) 10/12/2009 17h38
Joel Saraiva (143) 10/12/2009 17h38
Não é controverso, receber Prêmio Nobel da Paz, e ao mesmo tempo, defender a guerra? Porque será, que o homem, é tão imbecil, no mundo globalizado, em que a geração da informática, tudo comanda? Porque manter frentes de batalhas, com soldados à mercê, de fuzis, metralhadoras, tanques de guerra, granadas, se num simples apertar de botão, destrói-se um planeta? Ou até mesmo, como fizeram os americanos, em Hiroshima e Nagasaki, quando despejaram do Enola Gay, bombas atômicas, até então, desconhecidas pela humanidade? Não seria mais "fácil", fazer o mesmo agora, com esses países de quarto mundo, que abrigam terroristas em suas terras, como aqueles que simplesmente "derrubaram" as torres gêmeas de New York? Que se lixem seus povos, seus governantes corruptos, suas mulheres, crianças e velhos, o que Obama quer, é estar por cima da "carne seca", como diz, o dito popular no norte/nordeste brasileiro. Ele enviará mais 30 e tantos mil soldados, para a frente de combate, uns para morrerem pela "Pátria americana", outros para ficarem "despedaçados" pelo caminho, e outro tanto para retornarem, e praticarem "tiro ao alvo", contra inocentes em território americano. Assim, como temos visto, os "heróis" de guerra", fazerem na América. Plasmem, e Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, ainda ganha o Prêmio Nobel da Paz. Como está incrustado na moeda americana, o dóllar, "God Saves America". Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil. sem opinião
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Paulo Martins Martins (39) 10/12/2009 14h31
Paulo Martins Martins (39) 10/12/2009 14h31
Lamentável esse tal de Obama, heim!
E ainda deram ao cara o Prêmio Nobel "da paz"!
Que lástima!
Os que votaram e apostaram nesse cara devem estar mesmo desapontados.
29 opiniões
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