Mundo
13/11/2008 - 10h22

Personagem virtual gerou boato sobre Palin chamar África de país, diz jornal

Publicidade

da Folha Online

Dois cineastas americanos desconhecidos assumiram a autoria de um boato segundo o qual a candidata à Vice-presidência dos Estados Unidos derrotada, Sarah Palin, afirmou que a África era um país, e não um continente, informa o jornal "The New York Times". O boato chegou a ser divulgado nos canais de TV MSNBC e Fox News e no jornal "Los Angeles Times", entre outros veículos.

Segundo o jornal, um blog e um âncora da MSNBC reconheceram nesta segunda-feira (10) que a fonte da notícia sobre a suposta gafe foi um assessor político do Partido Republicano chamado Martin Eisenstadt.

Reprodução
O cineasta Eitan Gorlin dá opiniões na pele do falso assessor político Martin Eisenstadt em vídeo publicado no site YouTube
O cineasta Eitan Gorlin dá opiniões na pele do falso assessor político Martin Eisenstadt em vídeo publicado no site YouTube

"O problema", relata o "NY Times", "é que Martin Eisenstadt não existe". "Existe um blog, mas é fachada. O 'think-tank' onde ele é conselheiro sênior --o Instituto Harding pela Liberdade e Democracia-- é apenas um site. E os vídeos publicados no YouTube são de mentira."

O "NY Times" conta que um dos cineastas é, de fato, o homem que aparece nos vídeos como Eisenstadt, porém ressalta que não há como confirmar se os dois foram os autores do boato. Em entrevista, os cineastas culparam a mídia e a blogosfera pela difusão da falsa notícia.

"O ciclo de notícias 24 horas faz com que eles comprem tudo que encontram", disse um dos envolvidos, Dan Mirvish, 40. O colega dele, Eitan Gorlin, 39, é quem aparece nos vídeos que estão na internet. Os dois dizem que o intuito era divulgar o personagem do especialista para obter um programa de TV.

O jornal ressalta ainda que existe, de fato, um homem chamado Michael Eisenstadt; que ele é um especialista do Instituto Washington para Políticas do Oriente Médio; e que pede para as pessoas reconhecerem que ele "não teve nada a ver com isso".

Logo que os comentários começaram a ser divulgados, Palin foi a público dizer que nunca havia dado aquela declaração e que seus autores eram "uns covardes".

Palin era apenas a desconhecida governadora do Estado do Alasca quando entrou para a corrida presidencial. Em pouco tempo, porém, ela dominou as atenções da campanha, por dar declarações que revelavam sua inexperiência, principalmente em política internacional. Palin disse, por exemplo, que, do Alasca, "podia ver a Rússia".

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
avalie fechar
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
.
O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
.
O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
.
A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
avalie fechar
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1690)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca