Personagem virtual gerou boato sobre Palin chamar África de país, diz jornal
da Folha Online
Dois cineastas americanos desconhecidos assumiram a autoria de um boato segundo o qual a candidata à Vice-presidência dos Estados Unidos derrotada, Sarah Palin, afirmou que a África era um país, e não um continente, informa o jornal "The New York Times". O boato chegou a ser divulgado nos canais de TV MSNBC e Fox News e no jornal "Los Angeles Times", entre outros veículos.
Segundo o jornal, um blog e um âncora da MSNBC reconheceram nesta segunda-feira (10) que a fonte da notícia sobre a suposta gafe foi um assessor político do Partido Republicano chamado Martin Eisenstadt.
| Reprodução |
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| O cineasta Eitan Gorlin dá opiniões na pele do falso assessor político Martin Eisenstadt em vídeo publicado no site YouTube |
"O problema", relata o "NY Times", "é que Martin Eisenstadt não existe". "Existe um blog, mas é fachada. O 'think-tank' onde ele é conselheiro sênior --o Instituto Harding pela Liberdade e Democracia-- é apenas um site. E os vídeos publicados no YouTube são de mentira."
O "NY Times" conta que um dos cineastas é, de fato, o homem que aparece nos vídeos como Eisenstadt, porém ressalta que não há como confirmar se os dois foram os autores do boato. Em entrevista, os cineastas culparam a mídia e a blogosfera pela difusão da falsa notícia.
"O ciclo de notícias 24 horas faz com que eles comprem tudo que encontram", disse um dos envolvidos, Dan Mirvish, 40. O colega dele, Eitan Gorlin, 39, é quem aparece nos vídeos que estão na internet. Os dois dizem que o intuito era divulgar o personagem do especialista para obter um programa de TV.
O jornal ressalta ainda que existe, de fato, um homem chamado Michael Eisenstadt; que ele é um especialista do Instituto Washington para Políticas do Oriente Médio; e que pede para as pessoas reconhecerem que ele "não teve nada a ver com isso".
Logo que os comentários começaram a ser divulgados, Palin foi a público dizer que nunca havia dado aquela declaração e que seus autores eram "uns covardes".
Palin era apenas a desconhecida governadora do Estado do Alasca quando entrou para a corrida presidencial. Em pouco tempo, porém, ela dominou as atenções da campanha, por dar declarações que revelavam sua inexperiência, principalmente em política internacional. Palin disse, por exemplo, que, do Alasca, "podia ver a Rússia".




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