Equipe de Obama enfrenta desafios no Departamento de Justiça
colaboração para a Folha Online
À medida que a equipe de transição do presidente eleito, Barack Obama, começa a reorganizar o Departamento de Justiça, uma questão chave começa a aparecer. Reportagem publicada no site do jornal "The Washington Post", nesta quinta-feira, afirma que as políticas do presidente George W. Bush afetaram profundamente o departamento, desde o programa de contratação interna até a dispensa do serviço de assessoria jurídica para interrogatórios de detentos.
| Charles Dharapak/AP/10.nov.2008 |
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| Governo Obama quer implementar mudanças na gestão do Departamento de Justiça |
Apesar de o juiz federal aposentado Michael B. Mukasey, que comanda o departamento, ter limitado os contatos entre Casa Branca e procuradores, além de rejeitar a interferência política no sistema jurídico, restaurar a confiança da população no departamento vai ser uma questão central no governo Obama.
"Um grande estrago foi feito na credibilidade e eficiência no Departamento da Justiça", afirmaram o presidente do Comitê Judiciário do Senado, Patrick Leavy e o senador republicano Arlen Secter, em um artigo escrito no mês passado.
Polêmica
Segundo o "WP", no topo da lista de preocupações está o Conselho Legal, um órgão responsável por políticas mais sensíveis e controversas do governo, como autorização de escutas telefônicas até distribuição de recursos públicos para grupos religiosos.
Muitos dos relatórios sobre interrogatórios e escutas autorizadas permanecem secretos, mesmo após pressão de juristas pela divulgação das informações. Democratas dizem que esperam encontrar surpresas quando os dados se tornarem públicos.
Walter E. Dellinger, que trabalhou como oficial de Justiça na administração de Bill Clinton, encorajou o futuro presidente, Barack Obama, a recrutar veteranos do Conselho Legal, tanto do Partido Republicano, quanto do Democrata, para rever as opiniões sobre segurança nacional e recomendar mudanças.
Obama terá que fazer uma escolha cuidadosa. Em uma conferência em Washington nesta semana, o ex-chefe do departamento criminal, Robert S. Litt, perguntou se a postura da nova administração de rejeitar as práticas da antiga gestão pode ser vista como uma vingança. A pergunta foi feita em meio a pedidos de grupos de defesa dos direitos humanos para a investigação de ex-funcionários do Conselho.
Outra questão crítica é como alocar recursos já escassos repassados para o setor. Desde os atentados de 11 de Setembro, mais de 7% do orçamento do departamento foi transferido para o combate ao terrorismo.
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Na guerra contra homens para conquistar a Paz ele é capaz, no entanto, não consegue se incorporar numa guerra maior, a do bem estar e melhoria de vida de toda a população do globo terrestre, quando coloca obstáculos e seu singelos projetos só entrarão em execução daque a uma ou duas décadas, não é estranho?
Encaminhado as 12h31 de 11/12 e não publicado.
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