Mundo
14/11/2008 - 09h08

Obama pode nomear a ex-rival Hillary Clinton para secretária de Estado

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colaboração para a Folha Online

A senadora democrata Hillary Clinton está sendo cotada para assumir o cargo de secretária de Estado no governo do presidente eleito, Barack Obama, informou a rede de televisão americana NBC News. A nomeação de Hillary colocaria um ponto final nos boatos sobre a tensão entre os dois senadores depois de uma acirrada disputa pela nomeação democrata, repleta de duros ataques mútuos.

Dois assessores de Obama, falando sob condição de anonimato, confirmaram que Hillary "está sob consideração para o cargo". Para pessoas próximas à senadora, ela aceitaria o cargo se fosse convocada.

Jae C. Hong-10jul.08/AP
** FILE ** In this July 10, 2008, file photo Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill., left, is introduced by Sen. Hillary Rodham Clinton, D-N.Y., during a campaign stop in New York. From the start, the Democratic race for a presidential nominee had room only for two. Obama joined Clinton in a race no Founding Father could have imagined - a black man against a woman. (AP Photo/Jae C. Hong, File)
Hillary Clinton participa de evento da campanha presidencial de Barack Obama; ela pode ser a secretária de Estado do governo

Nesta quinta-feira (13), o gabinete da ex-primeira-dama minimizou a informação dizendo que qualquer decisão sobre a composição do novo governo diz respeito unicamente ao presidente eleito e à sua equipe.

Hillary viajou a Chicago (Illinois), onde mora Obama, mas um assessor da ex-candidata explicou que era para assuntos pessoais. Não se sabe se a senadora se reuniu ou falou com o presidente eleito durante sua visita a Chicago.

A nomeação da ex-primeira-dama ao principal cargo da diplomacia americana poderia ajudar também a superar as mágoas entre os democratas e eleitores pela recusa de Obama em formar a "chapa dos sonhos", com Hillary como sua candidata a vice-presidente. O cargo pode ser também uma "recompensa" por seu bom desempenho nas primárias e um reconhecimento por ela ter apoiado publicamente a candidatura de Obama.

Sua escolha para secretária de Estado pode indicar ainda uma estratégia mais agressiva para política externa do que a defendida por Obama durante a campanha presidencial. Durante a disputa pela nomeação democrata, Hillary se mostrou mais relutante em assumir uma data fixa para a retirada das tropas americanas do Iraque.

Contudo, ambos defenderam vigorosamente o investimento na melhora da imagem dos Estados Unidos e a mudança nas "políticas falidas" de Bush. O ex-presidente Bill Clinton, marido de Hillary, fez um mandato marcado pela diplomacia e pela intensa participação americana em questões mundiais, como a paz no Oriente Médio.

Contudo, o analista Paul Light, da Universidade de Nova York, ressalta os riscos de colocar o nome de Hillary na disputa pelo cargo para depois não escolhê-la. "Fazer isso seria repetir o sentimento de divisão partidária que marcou a campanha e levantaria sérias dúvidas sobre a seriedade com que Obama quer curar as feridas do partido".

Na lista de nomes cogitados para o cargo estão ainda o senador John Kerry, candidato democrata derrotado na reeleição do presidente George W. Bush, em 2004. Sam Nunn, democrata e ex-presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, e Chuck Hagel, membro republicano do Comitê de Relações Exteriores do Senado, também já tiveram seus nomes citados. Outro candidato seria Bill Richardson, embaixador dos EUA na ONU durante o governo Bill Clinton e que tentou a nomeação democrata em 2008.

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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