Mundo
14/11/2008 - 11h24

Estudantes e professores protestam contra reforma educacional na Itália

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colaboração para a Folha Online

Professores e pesquisadores universitários juntaram-se nesta sexta-feira a milhares de estudantes para protestar contra a reforma da educação proposta pelo governo em diversas cidades da Itália.

É a terceira vez que os estudantes comparecem em massa desde a aprovação no Senado, no final de outubro, de um decreto proposto pelo governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. A lei faz cortes no orçamento para a educação e estabelece uma série de mudanças para redução de pessoal nas escolas públicas.

Alessandra Tarantino/AP
Manifestantes protestam em frente ao Teatro Marcello em Roma
Manifestantes protestam em frente ao Teatro Marcello em Roma

Em Roma, milhares de estudantes e professores, apoiados por centrais sindicais, chegaram em trens e ônibus de locais como Florença, Apúlia e Nápoles.

Já em Cagliari, capital regional da Sardenha, outros manifestantes representaram uma peça em que a educação pública é esfaqueada pelo governo, representado por jovens com máscaras do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, da ministra da Educação, Mariastella Gelmini, e do ministro da Economia, Giuglio Tremonti.

Na encenação, os ministros levam uma faca com a qual matam a educação, representada por outro ator.

Na capital da Sicília, Palermo, o número de manifestantes foi estimado em 25 mil pessoas.

Em todas as cidades, não houve registros de feridos ou confrontos com a polícia.

Reforma

A reforma já havia sido amplamente rejeitada por estudantes e professores em outras manifestações, desde que foi proposta no início de agosto. A oposição e os estudantes exigiam a retirada do texto, que estabelece a introdução de uma nota de conduta como requisito para aprovação nas disciplinas.

A medida também prevê o fechamento de 86 mil postos de trabalho, de professores e funcionários, nos próximos três anos. No ensino primário, haverá apenas um professor para todas as disciplinas, exceto informática, inglês e religião.

Outros motivos para a falta de acordo com os estudantes e com os pais dos alunos é o fechamento de muitas escolas que estão em lugares isolados, o aumento de estudantes por turma e a redução da carga horária letiva (das 40 horas semanais para 24).

O plano prevê também um corte de 8 bilhões de euros (R$ 22 bilhões) dos gastos do governo no ensino superior.

Com Efe

 

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