Mundo
14/11/2008 - 12h45

Obama criou conselho econômico díspar para ter opções de ação

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colaboração para a Folha Online

À medida que o presidente eleito, Barack Obama, trabalha para estabelecer suas prioridades, alguns dos seus apoiadores olham com receio a equipe de economistas com diferentes pontos de vista e formação, afirma o jornal "The Washington Post", em reportagem publicada nesta sexta-feira. Entre os conselheiros de Obama, estão defensores do livre-comércio e do "comércio justo", executivos de Wall Street e ex-funcionários do governo, profissionais de grandes corporações e advogados trabalhistas.

Juntos, eles representam uma ampla variedade de pensamentos que serão considerados por Obama para combater a crise econômica que o país enfrenta. No entanto, o espectro variado é também um exemplo das diferenças de pensamentos sobre política econômica que dividiram o Partido Democrata nos últimos anos.

"Ele teve uma base que o fez ser eleito, incluindo alguns progressistas e pessoas de negócios como [ex-secretários do Tesouro] Bob Rubin e Larry Summers", disse Dean Baker, diretor do Centro de Pesquisa sobre Política Econômica. "Existem diferenças grandes lá. Ele [Obama] realmente está mantendo suas opções abertas", afirmou ao "WP".

Charles Dharapak/AP/10.nov.2008
Aliados de Obama preocupados equipe de economistas com pontos de vista variados
Aliados de Obama preocupados equipe de economistas com pontos de vista variados

Essas diferenças de pontos de vista marcaram o primeiro mandato de Bill Clinton, quando democratas tiveram grande divergências quanto a aumentar gastos do governo em infra-estrutura e dar mais apoio à classe média. Clinton optou por uma política mais de centro, que enfatizou o corte do déficit. A estratégia ajudou a reduzir taxas de juros e dar condições para um crescimento econômico.

Tais questões continuam a gerar discussões, apesar de a crise econômica ter levado maior entendimento entre Democratas. Apesar do déficit estar próximo de US$ 1 trilhão, é consenso entre os integrantes do partido que o país precisa de um pacote para estimular a economia. Eles dizem que o plano é necessário para amenizar o quadro de recessão, que pode reduzir a confiança do consumidor e levar a taxa de desemprego aos maiores patamares nas últimas décadas.

Pacote

Obama já anunciou que pretende aumentar benefícios aos desempregados, acelerar a ajuda à indústria automotiva e aumentar a demanda por empregos em obras públicas. O presidente eleito afirmou que o plano econômico será a primeira coisa a ser implantada em sua gestão.

Mas muitos partidários de Obama estão preocupados sobre qual política será adotada depois que o pacote for implantado. Aqueles ligados a sindicatos de trabalhadores e defensores de barreiras comerciais esperam que o novo presidente ajuste as regras do comércio internacional e reforce o controle do sistema financeiro. Quanto as direitos dos trabalhadores, esperam que ampliem os direitos e a capacidade de organização da classe, além de reforçar os benefícios do sistema de saúde.

"Esse é um momento ao mesmo tempo de euforia e de crise econômica", disse Harley Shaiken, economista da Universidade da Califórnia, em Berkeley. "Não acho que a escolha de seus conselheiros foi feita para alcançar um ponto de vista consensual. Ele juntou pessoas que ele imagina que possam trabalhar juntos, mas pensar de forma distinta", afirmou.

Comentários dos leitores
jucelino kopeski (209) 02/12/2009 10h34
jucelino kopeski (209) 02/12/2009 10h34
Saúde: America X Brasil, é um idiota quem compara isto, safado quem diz que é melhor aqui.Cuba tem otimo sistema de saúde ,é por este motivo que os Americanos vão de boia para Cuba. sem opinião
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M Mig (2136) 02/12/2009 08h05
M Mig (2136) 02/12/2009 08h05
Obama não havia ganho Prêmio Nobel da Paz ???? E manda soldados ao Afeganistão? sem opinião
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O Pacificador (232) 01/12/2009 19h59
O Pacificador (232) 01/12/2009 19h59
Obama quer dar fim à guerra no Afeganistão em 3 anos?
Esse cidadão, que fez a grande bobagem de chamar o apedeuta de O CARA, e ele acreditou, é bom nisso, promessas.
Mas é péssimo em torná-las realidade...
Por tudo que já aconteceu, é muito pouco provável, que os americanos saiam do Afeganistão em 3 anos...
sem opinião
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