Obama criou conselho econômico díspar para ter opções de ação
colaboração para a Folha Online
À medida que o presidente eleito, Barack Obama, trabalha para estabelecer suas prioridades, alguns dos seus apoiadores olham com receio a equipe de economistas com diferentes pontos de vista e formação, afirma o jornal "The Washington Post", em reportagem publicada nesta sexta-feira. Entre os conselheiros de Obama, estão defensores do livre-comércio e do "comércio justo", executivos de Wall Street e ex-funcionários do governo, profissionais de grandes corporações e advogados trabalhistas.
Juntos, eles representam uma ampla variedade de pensamentos que serão considerados por Obama para combater a crise econômica que o país enfrenta. No entanto, o espectro variado é também um exemplo das diferenças de pensamentos sobre política econômica que dividiram o Partido Democrata nos últimos anos.
"Ele teve uma base que o fez ser eleito, incluindo alguns progressistas e pessoas de negócios como [ex-secretários do Tesouro] Bob Rubin e Larry Summers", disse Dean Baker, diretor do Centro de Pesquisa sobre Política Econômica. "Existem diferenças grandes lá. Ele [Obama] realmente está mantendo suas opções abertas", afirmou ao "WP".
| Charles Dharapak/AP/10.nov.2008 |
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| Aliados de Obama preocupados equipe de economistas com pontos de vista variados |
Essas diferenças de pontos de vista marcaram o primeiro mandato de Bill Clinton, quando democratas tiveram grande divergências quanto a aumentar gastos do governo em infra-estrutura e dar mais apoio à classe média. Clinton optou por uma política mais de centro, que enfatizou o corte do déficit. A estratégia ajudou a reduzir taxas de juros e dar condições para um crescimento econômico.
Tais questões continuam a gerar discussões, apesar de a crise econômica ter levado maior entendimento entre Democratas. Apesar do déficit estar próximo de US$ 1 trilhão, é consenso entre os integrantes do partido que o país precisa de um pacote para estimular a economia. Eles dizem que o plano é necessário para amenizar o quadro de recessão, que pode reduzir a confiança do consumidor e levar a taxa de desemprego aos maiores patamares nas últimas décadas.
Pacote
Obama já anunciou que pretende aumentar benefícios aos desempregados, acelerar a ajuda à indústria automotiva e aumentar a demanda por empregos em obras públicas. O presidente eleito afirmou que o plano econômico será a primeira coisa a ser implantada em sua gestão.
Mas muitos partidários de Obama estão preocupados sobre qual política será adotada depois que o pacote for implantado. Aqueles ligados a sindicatos de trabalhadores e defensores de barreiras comerciais esperam que o novo presidente ajuste as regras do comércio internacional e reforce o controle do sistema financeiro. Quanto as direitos dos trabalhadores, esperam que ampliem os direitos e a capacidade de organização da classe, além de reforçar os benefícios do sistema de saúde.
"Esse é um momento ao mesmo tempo de euforia e de crise econômica", disse Harley Shaiken, economista da Universidade da Califórnia, em Berkeley. "Não acho que a escolha de seus conselheiros foi feita para alcançar um ponto de vista consensual. Ele juntou pessoas que ele imagina que possam trabalhar juntos, mas pensar de forma distinta", afirmou.
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Esse cidadão, que fez a grande bobagem de chamar o apedeuta de O CARA, e ele acreditou, é bom nisso, promessas.
Mas é péssimo em torná-las realidade...
Por tudo que já aconteceu, é muito pouco provável, que os americanos saiam do Afeganistão em 3 anos...
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