Mundo
15/11/2008 - 14h44

Obama avalia montar gabinete com ex-rivais

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da Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, tem se reunido com seus ex-adversários políticos enquanto avalia criar a sua própria "equipe de rivais" para ajuda-lo a comandar o país.

Os adversários nas primárias do Partido Democrata Hillary Clinton e Bill Richardson se encontraram com Obama, que considera escolher um deles para a Secretaria de Estado, segundo membros da legenda.

Jeff Roberson/AP
Senadora hillary Clinton é sondada sobre interesse em assumir Secretaria de Estado
Senadora hillary Clinton é sondada sobre interesse em assumir Secretaria de Estado

Obama se encontrou com Richardson na noite desta sexta-feira, um dia após se reunir com Hillary em seu escritório de Chicago. O presidente eleito planeja se encontrar com seu rival republicano na eleição, John McCain, mas assessores dos dois no pleito disseram não esperar que Obama ofereça a McCain um cargo na administração.

A reunião de Obama com Hillary causou forte especulação de que o político poderia transformar a ex-primeira-dama e principal rival nas primárias em um dos mais importantes membros do seu gabinete e voz diplomática do país.

O interesse de Hillary no cargo é desconhecido. Ela precisaria receber a aprovação do Senado para poder assumir o posto. Mas continuar como senadora de Nova York não é sua primeira opção, já que é uma senadora júnior sem perspectivas de assumir uma posição de liderança ou a chefia de alguma comissão a curto prazo.

Jae C. Hong/AP
Amiga de longa data Valerie Jarrett será a principal assessora do presidente eleito
Amiga de longa data Valerie Jarrett será a principal assessora do presidente eleito

O cargo de secretária de Estado poderia dar a Hillary a plataforma política para se candidatar novamente à Presidência em oito anos. Obama também poderia conseguir garantias de que ela não irá desafia-lo em quatro anos.

Richardson, hispânico, é governador do Novo México e tem larga experiência em política externa. Ele foi embaixador do presidente Bill Clinton nas Nações Unidas e realizou diplomacia de forma voluntária em casos polêmicos como Sudão e Coréia do Norte.

Os dois não são os únicos candidatos à Secretaria de Estado, segundo democratas. Um alto assessor de Obama disse que o presidente eleito não deu pistas sobre quem ele pretende escolher.

Obama também está decidindo sua equipe presidencial e nomeou sua amiga de longa data Valerie Jarrett ao posto de principal assessora da Casa Branca e assistente de assuntos inter-governamentais. Jarrett conheceu Obama quando ela contratou sua mulher, Michelle, para trabalhar na Prefeitura de Chicago há anos, sendo amiga do casal desde então.

Victor Lerena/Efe
Governador do Novo México, Bill Richardson, é um dos cotados para assumir a Secretaria de Estado do presidente eleito
Governador do Novo México, Bill Richardson, é um dos cotados para assumir a Secretaria de Estado do presidente eleito

Ele também escolheu Philip Schiliro, assessor veterano do Congresso, como o principal representante da Casa Branca no Legislativo.

Schiliro trabalhou no Congresso por mais de 25 anos, muitos dos quais como principal assessor do deputado democrata pela Califórnia Henry Waxman. Seu título oficial será assistente do presidente para questões legislativas.

A medida mostra o esforço contínuo de Obama para garantir uma relação tranqüila com o Congresso, controlado pelos democratas. Outros membros de sua equipe também têm longos vínculos com o Legislativo, incluindo seu futuro chefe-de-gabinete, o deputado Rahm Emanuel.

Nos próximos dias, a equipe de transição do presidente eleito deve anunciar mais membros de seu gabinete.

Crise econômica

Neste sábado, Obama pediu neste sábado ao Congresso que aprove o plano de resgate econômico na sessão que começa na próxima segunda-feira.

"Se o Congresso não aprovar um plano imediato que dá à economia o estímulo que ela precisa, farei disso minha primeira prioridade como presidente", disse Obama em seu discurso semanal na rádio do Partido Democrata. Obama assume a Presidência no dia 20 de janeiro.

O presidente eleito disse ter ficado feliz com o fato de do presidente George W. Bush ter reunido líderes mundiais em Washington para discutir a crise financeira "pois nossa crise econômica global requer uma resposta global coordenada".

Neste fim de semana, dirigentes do G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) estão reunidos na capital americana para elaborar uma estratégia coordenada para a pior crise financeira mundial desde 1929, que ameaça mergulhar a economia do planeta em uma grave recessão.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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