Mundo
15/11/2008 - 22h42

Homossexuais dos EUA pedem a Obama que não se esqueça deles

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da Efe, em Nova York

Homossexuais de todo os Estados Unidos reivindicaram neste sábado (15) ao presidente eleito, Barack Obama, que não se esqueça de sua situação e dos desejos de muitos deles de ter os mesmos direitos do resto da população para contrair matrimônio.

Mais de uma dúzia de cidades americanas, de Nova York, Boston e Washington, na costa leste, a San Francisco e Los Angeles, no oeste, passando por Chicago, realizaram hoje manifestações contra o resultado da votação que no dia 4 de novembro na Califórnia levou, nesse Estado, à proibição dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

"Lembre-se de nós Obama" ou "Sim poderemos" eram os dizeres de alguns dos cartazes dos manifestantes em Nova York em referência às esperanças que esse coletivo tem depositadas no presidente eleito e ao lema em favor da mudança que o senador pelo Estado de Illinois teve em sua campanha com seu "Sim podemos".

Grupos e coletivos sociais convocaram as manifestações em todo o país através da internet, assim como através de redes sociais on-line como Facebook e Twitter.

Josh Reynolds/AP
Norte-americanos que se conheceram em 1955 em Nova York e casaram em 2004 na cidade de Boston fizeram protestos hoje
Norte-americanos que se conheceram em 1955 em Nova York e casaram em 2004 na cidade de Boston fizeram protestos hoje

"Não tenho certeza do que Obama vai fazer. Os direitos humanos são uma coisa muito importante neste país... Os políticos falam muito e depois fazem o que querem. Obama é um homem muito inteligente e espero que nos ajude", disse um dos manifestantes em Manhattan, Mike.

Estados

Os protestos em todo os EUA aconteceram por causa da aprovação na Califórnia da denominada "Proposição 8, que define o casamento entre homens e mulheres, mas não entre pessoas do mesmo sexo.

Nos EUA são dois os Estados, Massachusetts e Connecticut, onde os casamentos entre pessoas do mesmo sexo estão legalizados, e embora a Califórnia fosse o terceiro, com o resultado dessa votação ficou fora dessa legalidade.

Atualmente, a Corte Suprema da Califórnia tem pendentes vários processos nos quais os litigantes pedem a anulação dessa votação.

"Somos de San Francisco e naquele dia (4 de novembro) senti que tiravam de mim um direito. Estamos aqui de viagem e queríamos que nossa voz fosse ouvida", disse a californiana Gibson, junto a sua esposa.

Em 30 Estados do país foram aprovadas proibições dos casamentos entre homossexuais, e em outros como Arizona e Flórida suas legislações estatais autorizaram emendas constitucionais para proibir essas uniões.

Em outros como Nova York, cuja legislatura estadual está agora dominada pelos democratas, espera-se que legislem em favor da legalização desses casamentos.

Protesto

Na manifestação nova-iorquina, que aconteceu em torno da Prefeitura, seus milhares de participantes exibiram cartazes de solidariedade como "Califórnia, sentimos sua dor", outras reivindicativas como "Direitos Gays = Direitos Humanos" e algumas do tipo "Todos os homens merecem um marido como o meu".

De maneira geral, o tom festivo dominou a manifestação, que se desenrolou de maneira pacífica e sem incidentes em um dia chuvoso e frio na Grande Maçã, colorido pelas bandeiras arco-íris, que representam o movimento homossexual.

Os homossexuais nova-iorquinos informaram também que estão recolhendo assinaturas para enviar uma carta ao reverendo e legislador estadual democrata por Nova York, Rubén Díaz, que se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"É bem importante que a comunidade latina conheça que merecemos os mesmos direitos que todo mundo tem", disse o ator porto-riquenho Emanuel Xavier.

Enquanto isso, outra das manifestantes, Laura, assegurou que "a batalha já está ganha. Em cinco ou dez anos olharemos para trás e veremos que a polêmica foi absurda".

A presidente do Conselho Municipal de Nova York, Christine Quinn, que é a primeira homossexual a ocupar esse posto, lembrou que no resultado da votação californiana a proibição ganhou por muito poucos votos.

"Foi um resultado muito apertado em um grande Estado como a Califórnia. A próxima vez que for levado às urnas ganharemos e demonstraremos que os californianos são americanos decentes", afirmou Quinn em seu discurso aos manifestantes.

Comentários dos leitores
eduardo de souza (537) 14/12/2009 15h18
eduardo de souza (537) 14/12/2009 15h18
Ôh! mauro guanandi, ôh! mauro guanandi, qui é isso mêu, tá tentando justificar uso de Bombas Nucleares em cima da sociedade civil... Cê tá mal em cara, ou será "mau"ro... Eduardo de Souza, plantador de cenoura...:0) 6 opiniões
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marcio B. (70) 13/12/2009 03h07
marcio B. (70) 13/12/2009 03h07
Caro Tito Oliv, a polêmica não recai sobre os fatos em sí, que deveriam ser ou do direito de defesa de um povo ou da opressão sobre outros povos, pouco importando a alguns participantes do forum ética ou a tradição ou a moral... A insatisfação deles é sobre Obama não ter demosntrado uma posição politicamente correta, mas uma posição de interesse de seu povo. Neste fórum, quanto mais politicamente correto, mais estrelinha... Sou mil vez o imperialismo norte-americano e a invasão do Afeganistão do que o estado islâmico terrorista com bombas atômicas tentando implantar a lei da sharia no ocidente 11 opiniões
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Antonio Fouto Dias (2863) 12/12/2009 22h20
Antonio Fouto Dias (2863) 12/12/2009 22h20
Interessante, o prêmio Nobel da Paz vai para o Presidente dos Estados Unidos que atualmente está fomentando a guerra, com a argumentação de conseguir a Paz.
Na guerra contra homens para conquistar a Paz ele é capaz, no entanto, não consegue se incorporar numa guerra maior, a do bem estar e melhoria de vida de toda a população do globo terrestre, quando coloca obstáculos e seu singelos projetos só entrarão em execução daque a uma ou duas décadas, não é estranho?
Encaminhado as 12h31 de 11/12 e não publicado.
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