Obama pede mudanças em resgate da economia americana
da Folha Online
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, quer que os programas federais de resgate da economia sejam ampliados para incluir a problemática indústria automobilística e para ajudar proprietários que lutam contra a hipoteca de suas casas.
"Se a indústria automobilística falir por completo, será um desastre neste tipo de contexto", afirmou Obama em entrevista ao programa "60 minutes", da rede CBS, que será transmitido neste domingo. "Então acredito que precisamos providenciar assistência à indústria automobilística. Mas acho que isso não pode ser um cheque em branco."
| John Gress /Reuters |
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O presidente eleito disse esperar que a Casa Branca e o Congresso desenvolvam um plano de assistência que englobe todos os atores da indústria --da administração aos trabalhadores e credores-- a fim de desenvolver "uma indústria automobilística americana sustentável", o que ainda não aconteceu, segundo ele.
Obama afirmou também querer ver maior atenção aos proprietários de casas no plano de resgate. "Ainda não nos focamos nas hipotecas e no que está acontecendo com os proprietários como eu gostaria", afirmou. "Temos que criar uma negociação entre bancos e devedores para que as pessoas continuem em suas casas. Isso terá um impacto na economia como um todo."
Ele afirmou que se não houver uma atenção especial aos proprietários endividados até assumir o cargo, dia 20 de janeiro, haverá assim que ele for o presidente.
Tesouro
Na entrevista, Obama elogiou o trabalho do secretário do Tesouro, Henry Paulson, mas faz sugestões sobre como o plano de resgate pode ser reformado.
"Paulson trabalhou sem descanso sob circunstâncias muito difíceis. Creio que Henry seria o primeiro a reconhecer que provavelmente nem tudo o que foi feito funcionou da forma esperada", disse Obama. "Há uma pessoa da minha equipe de transição que conversa com ele diariamente", afirmou. "Estamos recebendo a informação que queremos e fazemos sugestões em algumas circunstâncias sobre como pensamos que eles devem abordar alguns desses problemas."
Questionado se a administração do presidente George W. Bush ouve seus conselhos, o democrata disse: "veremos".
A quantidade de problemas também o faz tentar determinar suas prioridades.
"Há momentos ao longo de um dia em que você pensa 'Onde eu começo, no sentido de fazer as coisas irem para frente?' E eu penso que parte desses dois meses [antes de assumir o cargo] é definir uma série de prioridades, entender que não conseguiremos fazer tudo de uma vez, garantindo que a equipe está montada, seguindo adiante e mandando um sinal claro ao povo americano de que pensaremos sobre eles e o que estão passando."
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