Mundo
17/11/2008 - 09h11

Barack Obama pode perder seu celular Blackberry

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da Folha Online

Barack Obama teve como companhia inseparável na campanha presidencial seu celular Blackberry, o qual fica preso ao seu cinto a maior parte do tempo e que usou para enviar um e-mail aos amigos assim que soube da vitória. Agora, ele pode perder o aparelho ao chegar à Casa Branca.

Segundo reportagem do jornal "The New York Times", Obama terá que entregar o aparelho por questões de segurança de e-mail e também por causa do Lei de Registros Presidenciais, que estabelece toda sua correspondência como registro oficial de governo e que deve ser protegido dos piratas virtuais.

Charles Dharapak-10 nov.08/AP
President-elect Obama talks on his cell phone after boarding his plane at Washington's Reagan National Airport after meeting with President Bush at the White House in Washington, Monday, Nov. 10, 2008. (AP Photo/Charles Dharapak)
Presidente eleito, Barack Obama, fala ao telefone durante viagem

Obama não mudou seu endereço de e-mail em anos e usou o celular para manter contato com os amigos e parentes durante uma agenda repleta de compromissos. Ele enviou uma singela mensagem --"O que vocês acham disso?"-- na noite da vitória e quando o seu time, o Chicago White Sox, ganhava, enviava apenas a palavra Sox com emoticons sorridentes.

David Axelrod, estrategista-chefe de Obama, afirmou ao "NYT" que o Blackberry de Obama está sempre lotado de e-mails. "As pessoas eram generosas com os conselhos, a maioria contraditória", disse.

A concessão é comum aos presidentes americanos. Antes de se mudar para Washington, o republicano George W. Bush enviou um e-mail aos seus 42 amigos e parentes dizendo que não enviaria mais nenhuma mensagem por pelo menos mais quatro anos.

"Como não quero que minhas conversas privadas sejam expostas ao olhar público, o único caminho a seguir é não me corresponder via ciberespaço. Isso me entristece. Eu gostei de conversar com cada um de vocês", disse Bush, no e-mail de despedida.

Mas Obama é conhecido por sua mania de checar o Blackberry incansavelmente e quer ser o primeiro presidente a levar um laptop para a Sala Oval.

Para compensar, dizem seus assessores, Obama criou o site change.gov no qual fala dos esforços para a transição e mantém contato com os internautas que alavancaram sua campanha e seu cofre de doações. Outra possibilidade é ele apenas receber os e-mails que responderá por telefone.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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