Mundo
17/11/2008 - 09h46

Análise: Obama e G20 podem concordar em questões regulatórias

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CAREN BOHAN
da Reuters, em Washington

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ficou longe da reunião de cúpula do G20 sobre a economia mundial neste fim de semana, mas, se tivesse ido, descobriria que suas idéias são semelhantes às de muitos dos participantes que vêem numa regulação frouxa a principal culpada pela crise financeira.

O presidente, George W. Bush, declarou que a reunião de líderes mundiais em Washington foi um "importante primeiro passo" para reviver a confiança nos mercados e para recuperar o sistema financeiro. O grupo dos 20 líderes das principais nações desenvolvidas e em desenvolvimento prometeram medidas para recuperar a economia global e estudos sobre regulamentação mais firme para prevenir futuras crises.

No entanto, a reunião não fez o debate sobre as grandes questões, como, por exemplo, até onde o mundo está disposto a ir no reordenamento do sistema financeiro estabelecido no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1944, na conferência de Bretton Woods.

Obama, o democrata que substituirá o republicano Bush em 20 de janeiro, optou por não ir ao encontro do G20, argumentando que os EUA têm um presidente por vez. A próxima reunião do G20, marcada para abril, quando Obama já estará na Casa Branca, pode ser mais significativa na busca de um novo caminho para o sistema financeiro.

Obama e a Europa

Obama é mais alinhado do que Bush com líderes europeus, que dizem que a crise nos mercados poderia ter sido evitada ou amenizada se houvesse uma melhor supervisão e uma coordenação global sobre o sistema financeiro.

Analistas dizem que as diferenças entre Obama e Bush poderiam ter criado algum constrangimento diplomático na reunião de cúpula, e que essa seria uma das razões para o presidente eleito não ter comparecido.

"Obama estava defendendo durante a campanha essa idéia de falha na regulação como um fator importante para a crise atual", afirma Morris Goldstein, analista do Instituto Peterson para Economia Internacional.

"Há uma certa distância entre Obama e os europeus sobre regulação, mas entre Bush e os europeus é muito maior", diz Goldstein.

Bush distribuiu acusações pela crise. "É verdade que a crise inclui falhas --de quem empresta e quem recebe o empréstimo, das firmas financeiras, do governo e reguladores independentes", disse o presidente, em discurso em Nova York, na quinta-feira. "Mas a crise não foi a falha do sistema de livre mercado. E a resposta é não tentar reinventar este sistema".

Já os europeus vieram com a intenção de apontar os erros de regulamentação do governo americano e o descuido com o mercado subprime de hipotecas.

Reforma

Já o presidente eleito, quando ainda estava em campanha, num discurso em março passado, defendeu uma reforma do sistema financeiro e expressou alguns princípios para uma coordenação global ampliada.

Dois conselheiros de Obama, a ex-secretária de Estado Madeleine Albright e o ex-parlamentar Jim Leach, encontraram-se com líderes estrangeiros durante o período do G20. Num comunicado, eles disseram que Obama estava pronto para trabalhar com o G20 quando instalado na Casa Branca.

Goldstein disse que Obama pode aproveitar algumas idéias levantadas durante a cúpula, como um regulador único global.

E a ênfase de Obama em uma estratégia multilateral para política externa agradou os membros da cúpula, incluindo o presidente da Comissão Européia, Jose Manuel Barroso. Mesmo assim, o comércio pode ser algo difícil para Obama, cuja retórica de campanha assumiu uma vertente protecionista.

O comunicado do G20, no sábado (15) incluía um pedido para rejeição do protecionismo e a tentativa de revigorar a rodada de Doha de comércio global.

Comentários dos leitores
Edivaldo Cardoso (119) 05/12/2009 14h09
Edivaldo Cardoso (119) 05/12/2009 14h09
Russia e Estados Unidos não chegam a um acordo sobre o Start,porque um não confia no outro,como querem então exigir que o Irã confie nos dois? Não defendo que o Irã ou qualquer outro pais tenha armas nucleares,mas sim que ninguem tenha,nem mesmo os Estados Unidos.Porque os amigos dos States pode ter armas nucleares(India e Paquistão) e os que não rezam na sua cartilha não podem? Estados Unidos e Russia só terão moral para proibir alguem depois que se desarmarem tambem. Não se fala da sujeira da casa do vizinho sem antes limpar a sua. Sem contar que,Estados Unidos até hoje foi o unico pais que usou bombas atomicas sobre outro país,sem necessidade porque a guerra ja havia terminado,apenas o fez para provar à antiga URSS que tinha a bomba e não exitaria em usa-la contra qualquer nação.Destruiu duas cidades japonesas de forma cruel, sem pensar nas mulheres,crianças e idosos que morreram carbonizados de forma horrivel e até hoje ainda deixa sequelas.Antes de se falar em clima,deviam era falar em acabar de uma vez por todas com as armas nucleares,que de forma bem mais rapida pode destruir o planeta.Essa devia ser a prioridade das ONGs internacionais tipo Green Peace. sem opinião
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Edivaldo Cardoso (119) 05/12/2009 13h58
Edivaldo Cardoso (119) 05/12/2009 13h58
Esse pacificador(ao menos me faz acreditar)deve ser alguem com canudo universitario que não logrou exito em seus sonhos de menino e agora não consegue engolir,que alguem com tão pouco estudo chegue ao topo do poder constitucional.Pode ser tambem alguem que usufruia de benesses no governo passado,direta ou indiretamente e perdeu a boquinha.Ja estava na hora desse cidadão entender que canudo não é tudo,é preciso ter o canudo,mas acompanhado de inteligencia e mais importante,acompanhando de humildade,de carater e respeito ao proximo.Veja por exemplo o Sr FHC,canudado,viajado,nascido de boa familia,chega ao poder e o que faz?Entrega todo patrimonio nacional de forma duvidosa e quando deixa o poder o país esta sem patrimonio e devendo 10 vezes mais,isso sem falar em compra de votos,CPIs engavetadas etc.e pior,deixando o povo mais pobre e todos os problemas sociais,que hoje se não acabaram diminuiram.Nem sempre o falar bonito é o falar correto.O que interessa ao povo são os resultados em favor dos pobres. Não adianta falar frances ,ingles,espanhol quando o povo não fala nem portugues.Poderia perder mais tempo e citar muitos exemplos de pessoas sem estudo que passaram para a historia,mas sei que não vai adiantar,porque o pior cego é o que se recusa e ver.Enquanto esse cidadão usa esse espaço para desabafar suas frustações,seu desafeto fala de frente,de igual para igual com os maiores lideres mundiais e o Brasil fica cada dia mais respeitado,poucos foram os nossos lideres que peitaram sem medo os grandes globais.Admira se um homem/mulher,não pelo que ele tem,mas pelo que ele é. sem opinião
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eduardo de souza (511) 04/12/2009 10h02
eduardo de souza (511) 04/12/2009 10h02
Pedir apoio de aliados para a guerra no Afeganistão é piada. Foram mesmo é fazer a partilha dos espólios... Do jeito que a mida anuncia as reuniões do eixo, parece que estão enfrentando uma potência imensa, necessitando de 20 países para combatê-los. Se os Eua e seus asseclas forem atacados sem piedade por conta das injustiças que fazem no mundo, ninguém irá sentir pena. 2 opiniões
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