Israel libera entrada de alimentos em Gaza após 12 dias de bloqueio
colaboração para a Folha Online
Israel reabriu nesta segunda-feira o posto fronteiriço de Kerem Shalom, entrada para a faixa de Gaza, após 12 dias consecutivos de fechamento, e permitiu a entrada de 30 caminhões carregados com alimentos e ajuda humanitária para o lado palestino.
Conforme informou o assessor do Ministério da Economia de Gaza Hatem Owaida, as autoridades israelenses comunicaram que "hoje permitirão a entrada de 30 caminhões, 12 deles com produtos lácteos e comida congelada para importadores privados e o restante para a UNRWA [agência das ONU para os refugiados palestinos]".
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Na semana passada, a UNRWA foi obrigada a suspender a ajuda a 750 mil palestinos em Gaza por causa do término de seu estoque e do fechamento israelense dos postos fronteiriços.
A passagem de Nahal Oz, pela qual entra o combustível para as usinas de energia, continuará fechada nesta segunda-feira, o que prolongará os contínuos cortes de eletricidade e blecautes que afetaram nos últimos dias a população palestina em várias áreas de Gaza.
As autoridades israelenses permitiram a abertura hoje de Kerem Shalom, apesar de continuidade do lançamento de foguetes palestinos contra o território israelense. Nesta segunda-feira, militantes da Jihad Islâmica assumiram a autoria pelo lançamento de seis foguetes que atingiram o sul de Israel.
O grupo é ligado ao movimento radical islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza. Não houve feridos no ataque.
Conflito
O conflito na faixa foi retomado no último dia 5 de novembro após Israel realizar, na noite anterior, uma incursão na faixa de Gaza na qual morreram seis milicianos. O Exército alegou que a incursão tinha por objetivo apenas destruir um túnel construído por militantes do Hamas para seqüestrar soldados israelenses.
Desde então, uma série de ataques e contra-ataques deixaram 15 palestinos mortos e ameaça quebrar o pacto de cessar-fogo assinado entre o Hamas e Israel em junho, com a mediação do Egito.
Neste domingo, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak admitiu que o cessar-fogo com o Hamas está "em migalhas". Ele culpou o Hamas pela violência na região e disse que prepara uma operação militar para derrubar o grupo em Gaza.
A ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, confirmou que o cessar-fogo foi violado e prometeu revidar. "Israel não pode aceitar uma violação sem agir. O Exército deve nos apresentar opções para determinar a natureza de nossa reação", declarou Livni, forte candidata a ocupar o lugar de Olmert nas próximas eleições.
Ainda hoje, Olmert deverá se encontrar em Jerusalém com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para discutir a evolução das negociações de paz, a aplicação da trégua em Gaza e o fornecimento de produtos básicos aos moradores da faixa.
Com Efe e France Presse
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