Hillary enfrentará velhas polêmicas do marido se for escolhida para equipe de Obama
da Folha Online
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, cogita chamar a ex-rival das primárias democratas, Hillary Clinton, para o cargo de secretária de Estado. Mas se efetivamente chegar ao cargo, os senadores republicanos trarão à tona a esquecida polêmica sobre os acordos e doações para a construção da fundação e da biblioteca presidencial em homenagem a seu marido, ex-presidente Bill Clinton.
| Jae C. Hong-10jul.08/AP |
![]() |
| Hillary Clinton participa de evento de campanha de Barack Obama; ela pode ocupar secretaria de Estado no governo do democrata |
Segundo o jornal "Sunday Telegraph", a escolha da ex-primeira-dama para o Departamento de Estado não agradou a minoria republicana no Congresso que sugere lembrar aos cidadãos sobre a lista de doadores que o ex-presidente nunca quis revelar, mas que, segundo investigações do jornal, conta com vários nomes estrangeiros, principalmente dos países ricos em petróleo do Golfo.
A idéia dos estrategistas republicanos, afirma o jornal, é expor os laços financeiros do ex-presidente, o que representaria um conflito de interesses diante da escolha de sua mulher para um dos cargos mais importantes da diplomacia americana.
"Os acordos multimilionários de Bill para financiar sua fundação e deixar a família rica sempre são uma fonte rentável de ataques em relação a Hillary, se ela é candidata", disse um dos estrategistas. "Agora parece que nós teremos a chance de atacá-la, graças ao presidente eleito Obama. Como Hillary pode representar nossos interesses se Bill tem laços financeiros tão próximos com alguns sheiks do petróleo?".
Alguns dos ataques planejados pelos republicanos lembram os tempos da acirrada disputa pela nomeação entre Hillary e Obama. Os assessores do então senador por Illinois pediam constantemente que a ex-primeira-dama desse detalhes completos das transações financeiras que enriqueceram o casal depois da Casa Branca e que alavancaram a Fundação Clinton como uma das maiores organizações filantrópicas do mundo.
David Plouffe, estrategista-chefe da campanha de Obama, chegou a dizer que Hillary era "uma das políticas mais reservadas na América".
E se as críticas a Hillary podem ser amenizadas pela maioria recém-conquistada no Congresso --o que fortaleceu ainda mais os democratas--, a senadora teria que divulgar seus dados para seguir a promessa de transparência política da campanha de Obama.
Os analistas lembram ainda que Hillary está intimamente associada ao governo de seu marido e a seus anos na Casa Branca, uma imagem "velha" que Obama rejeitou durante toda a campanha.
Leia mais
- Obama promete recuperar aos EUA sua "estatura moral"
- Análise: Obama e G20 podem concordar em questões regulatórias
- Barack Obama pode perder seu celular Blackberry
- Presidente sul-coreano apóia diálogo dos EUA com Coréia do Norte
- Obama afirma que iniciará retirada das tropas do Iraque
Livraria
Especial



avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar