Apesar de apoiar McCain, democrata Lieberman deve manter cargo no Senado
da Folha Online
O senador democrata Joe Lieberman, de Connecticut, declarou apoio ao republicano John McCain na campanha presidencial e enfureceu a base democrata com um gesto considerado traição. Contudo, a maioria democrata no Senado parece estar disposta a esquecer o episódio e permitir que Lieberman permaneça como chefe do Comitê de Segurança Nacional, cargo de muito poder no Congresso americano.
Mas o veterano, apontam fontes citadas pela rede americana CNN, perderá seu cargo de chefe de um subcomitê do Comitê de Trabalhos Públicos e de Ambiente. "Ele não está feliz com isso, mas aceita", disse uma das fontes, sobre a "punição" à Lieberman por seu apoio ao rival do presidente eleito Barack Obama, para quem participou de eventos e até mesmo discursou no palanque.
| 6.nov.08-Lauren Victoria Burke/AP |
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| O senador democrata Joseph Lieberman faz discurso dentro do Capitólio, em Washington |
O destino de Lieberman será o principal assunto da agenda de uma reunião dos democratas, a portas fechadas, na Câmara do Senado, na manhã desta terça-feira. O voto será secreto e vários senadores, afirma a CNN, questionarão Lieberman sobre o que ele disse durante a campanha de McCain e os motivos para suas declarações.
O próprio Lieberman deve falar sobre sua atuação na campanha presidencial republicana e defender-se das críticas dos colegas do Senado. Segundo a CNN, os democratas devem esquecer o episódio em equivalência à atitude de Obama de chamar McCain para conversas de cooperação e inclusive cogitar Hillary Clinton, ex-rival democrata, para secretária de Estado.
Na quinta-feira (13), Lieberman conversou com o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, sobre seu futuro. No domingo (16), Reid afirmou na televisão americana que apóia o senador democrata. "Ele vota comigo mais do que muitos dos meus senadores", disse.
Contudo, o líder democrata admitiu que há preocupação dentro da ala democrata sobre os comentários feitos por Lieberman durante a campanha republicana, em especial em seu discurso na convenção republicana.
Durante o discurso em St. Paul, Minnesota, Lieberman disse: "Senador Barack Obama é um jovem talentoso e eloquente que eu acho que pode fazer grandes coisas por nosso país nos próximos anos, mas, meus amigos, a eloquência não é substituto para um histórico, não nestes tempos difíceis para a América".
Depois do discurso, o assessor de Obama, Robert Gibbs, afirmou à imprensa que Lieberman "deveria estar envergonhado por algumas das coisas que ele disse esta noite, não como democrata, mas como americano".
Sobre o encontro, Lieberman disse apenas que "concorda completamente" com Barack Obama. "Nós precisamos nos unir para recolocar nossa economia nos trilhos e manter os americanos seguros", completou.
"Isso é exatamente o que eu pretendo fazer com meus colegas aqui no Senado em apoio ao nosso novo presidente. E estes são os padrões que eu usarei para considerar as opções que estão diante de mim".
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Acho que um conflito mundial é o mais provável de acontecer, infelizmente... O melhor seria nos prepararmos para o pior.
A maioria das grandes potências são "grandes" somente no armamento e pequenas na humanidade. Não sei como realmente, separado das emoções, você observa o andamento das ações e medidas, financiadas por essas "potências". E olha que tem mais na panela... É por isso que outros países cansados da exploração e da ameaça, estão se preparando para enfrentarem inimigos. Inimigos das coisas boas que a vida pode trazer, inimigos das amizades, das trocas de cultura e ciência, da BOA VONTADE. Inimigos travestidos de "salvadores", que por dentro tem por único objetivo a destruição. Seres que por um capricho da natureza, odeia a NATUREZA e as pessoas que não são iguais a eles. Essa é a única explicação que cabe para esses Srs. das Guerras, que por trás de uma mesa, comandam covardemente pessoas para a morte.
"Vejam que uniforme lindo fizemos prá vocês... O senhor das guerras não gosta de crianças..." (Música de um autor brasileiro.)
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