Mundo
18/11/2008 - 09h25

Bush tenta garantir permanência de indicados em cargos estratégicos

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colaboração para a Folha Online

O Departamento de Interior americano (que cuida dos bens naturais e culturais do país) alterou seis de seus principais cargos de indicação política para vagas federais comuns. A medida cria maior segurança para os funcionários e evita, ao menos inicialmente, que a administração do presidente eleito, Barack Obama, indique pessoas de sua confiança ou preferência em cargos chaves no departamento. A informação foi publicada nesta terça-feira, em reportagem do jornal "The Washington Post".

Esforços similares estão sendo tomados em outros órgãos do governo. Duas pessoas contratadas por indicação política no Departamento do Trabalho já asseguraram seus postos e outro funcionário do Departamento de Desenvolvimento Urbano está tentando fazer a mudança.

Segundo o "WP", entre março e novembro deste ano, de acordo com o órgão do governo que gerencia o funcionalismo público, a administração do presidente George W. Bush permitiu que 20 funcionários indicados fossem efetivados. Seis indicados para cargos de confiança mais prestigiados e bem pagos do governo também garantiram a permanência.

A prática de efetivar indicados políticos ao final de uma administração não é nova nos Estados Unidos. Nos últimos 12 meses, a administração de Bill Clinton garantiu a permanência de 47 pessoas, sete delas nos postos mais altos do governo. Servidores federais com status de funcionário de carreira têm garantidos direitos trabalhistas que tornam a exoneração muito difícil.

Polêmica

A maioria das trocas no Departamento de Interior americano está sendo feita por um alto funcionário do órgão, David L. Bernhardt. Ele colocou, de uma só vez, seis subordinados em postos permanentes, incluindo dois cujas contratações foram alvo de controvérsias.

Em um memorando obtido pelo jornal "The New York Times", Bernhardt escreveu que estava reorganizando sua divisão porque o status dos funcionários indicados estavam prejudicando o funcionamento e a rotina de trabalho. "Tínhamos freqüentes mudanças nos postos, sempre com perda de produtividade e da continuidade no gerenciamento dessas divisões, apesar dos esforços dos funcionários indicados", disse Bernhardt.

Mas funcionários da área ambiental, que falaram em condição de anonimato por medo de terem a carreira ameaçada, afirmaram que as efetivações são a última tentativa de Bush de manter em prática sua política para o setor.

"O que está claro é que eles poderiam ter feito isso nos últimos oito anos de governo. Porque estão fazendo agora?", disse Robert Irvin, vice-presidente de um grupo que luta pela preservação ambiental, ao "WP". "É muito óbvio que eles estão tentando deixar seus soldados leais no esforço de reduzir a preservação ambiental", afirmou.

Em uma entrevista nesta segunda-feira, Bernhardt reiterou que as mudanças são em prol do interesse do governo a longo prazo. "Acredito que essas mudanças gerenciais vão fortalecer o profissionalismo e resultar em um serviço melhor no Departamento do Interior. "No entanto, o próximo gerente ficará livre para trilhar um caminho diferente", afirmou.

Comentários dos leitores
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. sem opinião
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Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
So existe 2 cominhos aos EUA no afeganistão & iraque. Ou enviam mais do dobro de tropas e realmente ocupam os 2 países, e acabam de uma vez com a instabilidade, ou retiram todas suas tropas e deixam a deus dará.
Esta ocupação foi um ato irresponsável da Familia Busch, Pai & Filho, que somente sabem fazer guerra e alimentar o sentimento anti americano no mundo.
Obama, faça um favor a todos nós, tira a carapuça e adimita que mais uma vez vcs perderam a Guerra, e jogaram mais de U$ 1,300 Trilhão na lata do lixo.
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eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
Obama... Obama, tá ficando dificel manter as aprarências. Você é "soldadinho de chumbo" dos donos dos Eua.
Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
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