Congresso estuda forma de disponibilizar mais ingressos para posse de Obama
colaboração para a Folha Online
Para aqueles que tentam a todo custo garantir um ingresso para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, há uma esperança. Senadores e funcionários do Congresso estão recebendo tantos pedidos por uma entrada para a cerimônia que vão tentar arrumar um jeito de aumentar o acesso do público ao evento.
Integrantes do comitê do Congresso que participa da organização da cerimônia de posse afirmaram que estão trabalhando com arquitetos do Capitólio para expandir a área a ser usada pela multidão. No local, a leste do prédio do Congresso, acontece o juramento feito pelos presidentes da República no ato da posse.
Mais de um milhão de pessoas são esperadas em Washington para acompanhar o dia histórico, mas existem apenas 240.000 ingressos para a área reservada à cerimônia do juramento. Milhares de pessoas terão que acompanhar o evento pelos telões, que serão disponibilizados em pontos estratégicos pela organização.
A senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia, que integra o comitê de posse no Senado, disse que o Congresso está tentando encontrar uma maneira "criativa" para acomodar mais pessoas, já que a demanda pelos ingressos está muito maior que a oferta.
Todos os congressistas terão direito ao mesmo número de ingressos --entre 200 e 500--, que poderão ser distribuídos sem restrições. As entradas, gratuitas, são repassadas apenas a congressistas e às equipes do presidente eleito Barack Obama e do vice, Joe Biden. Elas foram impressas com sete códigos diferentes de segurança e permanecerão guardadas até uma semana antes da inauguração.
Demanda
A procura intensa tem dado dor de cabeça aos congressistas. A parlamentar Eleanor Holmes Norton, que representa do Distrito de Columbia, onde fica a capital Washington, está tão sobrecarregada de pedidos que seu site praticamente expulsa os internautas que acessam a página para pedir ingressos. "Por favor, não telefone nem mande e-mail para o escritório. Devido à grande demanda por tickets, esse gabinete não está mais registrando pedidos", diz mensagem postada no site.
Norton, no entanto, acredita que o acesso ao público poderá ser expandido. "Estamos discutindo com a equipe do presidente eleito como atender a essa grande demanda", afirmou a parlamentar, em seu site. Entre as medidas, estão a colocação de telões para que a multidão possa acompanhar a cerimônia, já discutida pela equipe de Obama e responsáveis pela organização.
Recorde
A previsão de público recorde levou os responsáveis pela cerimônia a organizar um evento com capacidade para 4 milhões de pessoas, segundo reportagem publicada nesta terça-feira, pelo jornal "The Washington Post". Até hoje, o maior evento realizado no local reuniu 1,2 milhão de pessoas. Apenas uma pequena parcela deste público vai estar perto o suficiente para assistir à cerimônia, mas grandes telões devem ser colocados ao longo da avenida Pensilvânia, onde acontecerá o desfile, para que o público possa fazer parte do dia histórico.
Todos os projetos estão sujeitos à aprovação de uma equipe de Obama, que vai determinar o tamanho e os detalhes do evento. O Serviço de Segurança, por sua vez, é o responsável pela segurança e logística. Mesmo em uma cidade acostumada a receber manifestações, protestos, marchas e funerais, a posse de Obama não terá precedentes no que diz respeito a planejamento. Assim, a pergunta que surge é: A cidade tem condição de abrigar essa multidão?
A organização está discutindo a abertura da parte leste do Monumento a Washington, o obelisco localizado no centro do National Mall. O local geralmente é usado para acomodar participantes dos desfiles. Assim, segundo especialistas, o National Mall poderia abrigar milhões de pessoas a mais do que em eventos passados.
A cerimônia esté sendo preparada para se encaixar a um estilo já demonstrado por Barack Obama, que gosta de reunir multidões. Em agosto passado, em Denver, ele aceitou a indicação do Partido Democrata para ser candidato à Presidência com um discurso feito a 84 mil pessoas. Na noite da eleição, Obama reuniu 200 mil em um parque no centro de Chicago.
A posse de Lyndon Johnson foi a que reuniu o maior número de pessoas no National Mall -- 1,2 milhão. Naquela época, 1965, o juramento era feito em uma parte mais reservada à leste do Capitólio.
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marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
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2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
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