Mundo
18/11/2008 - 11h23

Presidente da Geórgia diz ter recebido apoio de Obama

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da Folha Online

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, conversou nesta segunda-feira (17) com o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, por telefone. Conforme Saakashvili, Obama disse que, sob sua tutela, o país irá apoiar as reformas na Geórgia e que dá apoio "incondicional à integridade territorial".

Saakashvili conversou também com o vice-presidente eleito dos EUA, Joseph Biden, sobre o conflito com a Rússia e com os separatistas.

Em agosto passado, a Geórgia passou seis dias em confronto contra a Rússia, que invadiu o país sob o argumento de proteger a região separatista pró-Moscou da Ossétia do Sul. Com o fim dos ataques, a Rússia decidiu reconhecer a soberania da Ossétia do Sul e de outra região separatista georgiana, a Abkházia.

Saakashvili enfrenta uma forte pressão política na Geórgia, porque a oposição reivindica a convocação de eleições gerais. Saakashvili chegou ao poder em 2003, durante a chamada Revolução das Rosas, com apoio do Ocidente. No final do ano passado, depois de conflito entre opositores e policiais, Saakashvili decretou estado de exceção do país e só o retirou em janeiro passado, quando realizou eleições que, para a oposição, foram fraudulentas.

Nesta terça-feira, em entrevista à agência Efe, o vice-primeiro-ministro da Geórgia, Giorgi Baramidze, afirmou que a comunidade internacional não está atenta à área e que, por isso, acredita ser "muito provável" que a Rússia volte a atacar o país para cumprir seu intuito de trocar todo o governo. "Somos realistas e sabemos o potencial da Rússia."

Nesta segunda-feira, Obama conversou ainda com os líderes das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, e da Turquia, Abdullah Gül.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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