Mundo
18/11/2008 - 13h40

Ex-radical diz que "gostaria de conhecer Obama melhor"

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da Folha Online

O ex-radical William Ayers, que trabalhou com o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, em Chicago, afirmou nesta segunda-feira (17) em evento em uma igreja que gostaria de conhecer o democrata mais intimamente, informou o blog Washington Wire, do jornal "The Wall Street Journal".

Na década de 70, Ayers fazia parte do grupo radical The Weather Underground, contrário à Guerra do Vietnã, que assumiu ataques a prédios do governo. Mais tarde, entre meados de 90 e 2002, ele e Obama trabalharam juntos em organizações sem fins lucrativos. Em 1995, Ayers também organizou um pequeno evento de apoio à primeira candidatura de Obama.

Gerald Herbert/AP
William Ayers assina cópias de seu livro em evento realizado nesta segunda-feira (17)
William Ayers assina cópias de seu livro em evento realizado nesta segunda-feira (17)

Por causa dessa ligação, durante a campanha presidencial deste ano, Obama sofreu duras acusações por parte do Partido Republicano sobre sua suposta ligação com o terrorismo, o que também rendeu ibope para Ayers. "Quando preparei isso [o evento de ontem], há seis meses, imaginei dez pessoas sentadas em círculo", disse, cercado pela imprensa.

"Houve uma demonização do meu nome, como se eu tivesse matado pessoas ou fosse uma pessoa violenta", afirmou. Ayers voltou a condenar que exista o que ele chama de "culpa por associação". "Eu tive o mesmo relacionamento com Obama que com milhares e milhares de pessoas. E, como milhões, eu gostaria de conhecê-lo melhor."

Do lado de fora, manifestantes conservadores carregavam cartazes que chamavam Ayers de marxista e que o comparavam a Timothy McVeigh, autor do atentado a um edifício federal em Oklahoma que matou mais de 160 pessoas em abril de 1995, e que já foi executado.

Comentários dos leitores
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Sr Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11 e 15/12/2009 19h09
O Sr. está correto quando diz "voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume". Além disso, me permita discursar sobre o erro grave e inconstitucional que ele cometeu em seu comentário marcio B. (73) 10/12/2009 12h34. Com o título "Mulheres do Brasil", ele se dirigiu a todas as mulheres brasileiras e terminou dizendo o seguinte "repetir mecanicamente o que outras pessoas falam". Tendo em vista que o termo "mecânico" se refere àquilo que depende do trabalho de mãos ou máquinas, ou seja, que age por impulso maquinal, ao empregar a expressão "repetir mecanicamente", ele subtraiu das mulheres brasileiras toda e qualquer faculdade de raciocinar, de conhecer, de pensar, de conceber, de comparar idéias, ou seja, de inteligência. Tal fato, além de mostrar certo tipo de índole, incorre em certo tipo de ideologia que transgride o que reza a Constituição do Brasil. Como cidadãos brasileiros que somos, homens e mulheres, em nome da cidadania, e em cumprimento da Lei Maior que rege nosso país, temos a obrigação de coibir esse tipo de coisa.
Um abraço e tenha um excelente dia.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
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