Mundo
19/11/2008 - 04h16

42% dos americanos dizem que Obama será "liberal demais" ao escolher juízes

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da Folha Online

Atualizado às 07h48.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, será "liberal demais" nas indicações para a Suprema Corte, segundo pesquisa do instituto Rasmussen, publicada nesta terça-feira. De acordo com a sondagem, 42% dos americanos dizem acreditar que as nomeações serão "liberais demais", 43% afirmaram que elas serão "corretas", 5% que serão "conservadoras demais" e 11% não opinaram.

Franck Polich/Efe/17.nov.2008
Para 42%, Obama será "liberal demais" nas indicações para juízes da Suprema Corte
Para 42%, Obama será "liberal demais" nas indicações para juízes da Suprema Corte

Entre os que consideram que Obama será "liberal demais" em suas nomeações, 78% são do Partido Republicano e 11%, do Democrata. Entre os que pensam que ele será "correto", 75% são democratas e 10% republicanos. Em relação a gêneros, entre os que dizem que Obama será "liberal demais", 46% são homens e 38%, mulheres. Entre os que dizem que ele será "correto", 50% são mulheres e 35%, homens.

Considerando os servidores públicos, 30% dizem acreditar que Obama será "liberal demais" e 53%, que ele será "correto". O levantamento apontou também que mais da metade dos entrevistados --52%-- consideram a escolha de nomes para a Supre Corte "muito importante" e 29% "meio importante". Apenas 2% disseram que a escolha "não tem importância".

Suprema Corte

Nesta semana, o jornal "The Los Angeles Times" avaliou que, ao longo do mandato, Obama não irá emplacar muitos nomes liberais, porque os conservadores são maioria e não devem se aposentar nos próximos quatro anos. Por outro lado, há expectativa de que o presidente eleito indique uma mulher, se puder. Três pessoas freqüentemente lembradas para o cargo são as juízas Diana Wood, 58, Sonia Sotomayor, 54, e Elena Kagan.

Wood conheceu Obama quando lecionou na Universidade de Chigago. Já Sotomayor, que trabalha em Nova York, poderia ser o primeiro nome latino a comandar a corte. Kagan, que já serviu como conselheira de Bill Clinton, foi elogiada por conservadores por levar a diversidade de pensamentos à escola de direito de Harvard, dominada pelo pensamento liberal.

Desde a eleição de Richard Nixon em 1968, presidentes republicanos indicaram 12 dos 14 nomes da Suprema Corte. O presidente democrata Bill Clinton nomeou os únicos dois democratas desde 1960, apesar de ter escolhido liberais moderados.

Decisão

Segundo o jornal, as opiniões de assessores não devem pesar muito na hora de Obama escolher um nome para a Suprema Corte. "O advogado que mais influência deve ter na administração de Obama vai ser ele próprio", disse Walter Dellinger, advogado que representou a administração de Bill Clinton na alta corte.

Graduado em Harvard, Obama deu aula por 12 anos na Universidade de Chicago. Em uma entrevista em Detroit, em outubro passado, Obama descreveu o perfil que julga adequado para integrar a Suprema Corte. "Alguém que respeite a lei e que também tenha um senso sobre o que está acontecendo no mundo real e reconhecer que um dos papéis da corte é proteger as pessoas que estão vulneráveis", afirmou.

Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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