Bill Clinton torce por Hillary e diz não temer investigação sobre fundação
colaboração para a Folha Online
O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, mantém a torcida para a indicação da sua mulher, Hillary, para a secretaria do Estado, informou nesta terça-feira, o jornal americano "New York Times". A democrata é uma das indicadas para assumir na pasta no governo do novo presidente dos EUA, Barack Obama.
"Eu acredito que ela realmente será uma grande secretária", afirmou Clinton que disse ainda não temer que as investigações em torno da fundação que leva o seu nome atrapalhem no processo de escolha do secretariado.
Ontem, a equipe de transição do novo presidente eleito, Barack Obama, divulgou a investigação em torno dos doadores da Fundação Clinton que poderiam ser contra as políticas da administração do democrata.
"Isso [escolha do novo secretário] será uma decisão entre ele [Obama] e ela [Hillary]", afirmou o ex-presidente que desde a saída da Casa Branca arrecadou mais de US$ 500 milhões.
De acordo com Adner Mikva, uma das apoiadoras de Obama e ex-funcionária da Casa Branca na administração Clinton, as relações comerciais e filantrópicas da entidade são "numerosas e complicadas". "Teria de haver uma divulgação pública, mais transparente dos doadores da fundação e também das finanças", afirmou.
Para "segurar" a indicação da mulher, Hillary, o ex-presidente teria que fazer algumas mudanças nas regras da fundação para evitar os conflitos com a equipe de Obama. Entre as alterações sugeridas estaria a divulgação pública dos doadores do exterior.
Outra solução apresentada seria a desvinculação de Clinton da associação, incluindo a administração dos recursos. "Não é apenas o que ele faz que importa. A fundação está envolvida com alguns países estrangeiros que poderiam estar em conflito com os Estados Unidos", afirmou Mikva. 'É mais do que um problema jurídico. Existem problemas éticos na fundação".
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