Mundo
18/11/2008 - 21h00

Bill Clinton torce por Hillary e diz não temer investigação sobre fundação

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colaboração para a Folha Online

O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, mantém a torcida para a indicação da sua mulher, Hillary, para a secretaria do Estado, informou nesta terça-feira, o jornal americano "New York Times". A democrata é uma das indicadas para assumir na pasta no governo do novo presidente dos EUA, Barack Obama.

"Eu acredito que ela realmente será uma grande secretária", afirmou Clinton que disse ainda não temer que as investigações em torno da fundação que leva o seu nome atrapalhem no processo de escolha do secretariado.

Ontem, a equipe de transição do novo presidente eleito, Barack Obama, divulgou a investigação em torno dos doadores da Fundação Clinton que poderiam ser contra as políticas da administração do democrata.

"Isso [escolha do novo secretário] será uma decisão entre ele [Obama] e ela [Hillary]", afirmou o ex-presidente que desde a saída da Casa Branca arrecadou mais de US$ 500 milhões.

De acordo com Adner Mikva, uma das apoiadoras de Obama e ex-funcionária da Casa Branca na administração Clinton, as relações comerciais e filantrópicas da entidade são "numerosas e complicadas". "Teria de haver uma divulgação pública, mais transparente dos doadores da fundação e também das finanças", afirmou.

Para "segurar" a indicação da mulher, Hillary, o ex-presidente teria que fazer algumas mudanças nas regras da fundação para evitar os conflitos com a equipe de Obama. Entre as alterações sugeridas estaria a divulgação pública dos doadores do exterior.

Outra solução apresentada seria a desvinculação de Clinton da associação, incluindo a administração dos recursos. "Não é apenas o que ele faz que importa. A fundação está envolvida com alguns países estrangeiros que poderiam estar em conflito com os Estados Unidos", afirmou Mikva. 'É mais do que um problema jurídico. Existem problemas éticos na fundação".

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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