Mundo
18/11/2008 - 22h05

Obama terá ao menos um republicano na equipe; veja cotados

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da Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em entrevista ao programa "60 Minutes" ("60 Minutos", em português) da rede CBS que foi ao ar neste domingo (17) que terá pelo menos um integrante do partido opositor, o Republicano, em seu gabinete. Essa meta de formar uma equipe bipartidária foi alardeada por Obama durante a campanha e reiterada, por exemplo, em seu encontro com o ex-rival, o senador republicano John McCain.

Nesta terça-feira, o jornal americano "The Wall Street Journal" listou sete republicanos que poderiam se encaixar naturalmente no governo Obama.

Divulgação/Reuters/Efe
O ex-deputado Jim Leach; o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg; e o ex-secretário de Estado de Bush, Colin Powell
O ex-deputado Jim Leach; o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg; e o ex-secretário de Estado de Bush, Colin Powell

Um deles é o ex-deputado Jim Leach, de Iowa, que, ao lado da democrata Madeleine Albright, representou Obama e o vice-presidente eleito, Joe Biden, na reunião do G20. Leach trabalhou na Secretaria de Relações Exteriores e foi fã do atual presidente, George W. Bush, porém se afastou do partido em meados de 2006, quando deixou o Congresso.

O senador Chuck Hagel, do Nebraska, também é cotado, por ter viajado com Obama meses atrás, durante a campanha, para o Iraque. Hagel rompeu publicamente com o partido e com o antigo amigo, McCain, por causa da guerra.

Outro desertor do Partido Republicano cotado é o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. O "WSJ" observa que Bloomberg --tecnicamente independente-- tem contato com os partidos e tenta, atualmente, realizar uma manobra judicial que lhe permita concorrer ao seu terceiro mandato como prefeito de Nova York. "Talvez um cargo administrativo o tire desse campo minado", diz a publicação.

Quem também está cotada por ter rompido com os republicanos é Christine Todd Whitman, a ex-governadora de Nova Jersey que, durante o governo Bush, deixou o cargo na Agência de Proteção Ambiental por discordar da política ambiental do colega presidente.

O senador de Indiana, Richard Lugar, é um conservador que passou a admirar Obama após trabalhar com ele no Senado e que defende o bipartidarismo, principalmente quando se trata de política externa. Há também o estrategista político Matthew Dowd, que foi uma peça-chave na reeleição de Bush, em 2004.

Por fim, há o ex-secretário de Estado do governo Bush Colin Powell, que apoiou publicamente Obama na reta final da corrida à Casa Branca. "Ele afirma que não tem interesse em cargos, e pode ser que seja verdade. Mas ele parece aberto a uma participação, e seu pensamento criativo pode proporcioná-la", afirma o "WSJ".

Comentários dos leitores
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Chris Maria (270) 16/12/2009 12h13
Sr Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11 e 15/12/2009 19h09
O Sr. está correto quando diz "voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume". Além disso, me permita discursar sobre o erro grave e inconstitucional que ele cometeu em seu comentário marcio B. (73) 10/12/2009 12h34. Com o título "Mulheres do Brasil", ele se dirigiu a todas as mulheres brasileiras e terminou dizendo o seguinte "repetir mecanicamente o que outras pessoas falam". Tendo em vista que o termo "mecânico" se refere àquilo que depende do trabalho de mãos ou máquinas, ou seja, que age por impulso maquinal, ao empregar a expressão "repetir mecanicamente", ele subtraiu das mulheres brasileiras toda e qualquer faculdade de raciocinar, de conhecer, de pensar, de conceber, de comparar idéias, ou seja, de inteligência. Tal fato, além de mostrar certo tipo de índole, incorre em certo tipo de ideologia que transgride o que reza a Constituição do Brasil. Como cidadãos brasileiros que somos, homens e mulheres, em nome da cidadania, e em cumprimento da Lei Maior que rege nosso país, temos a obrigação de coibir esse tipo de coisa.
Um abraço e tenha um excelente dia.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
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