Mundo
19/11/2008 - 11h05

Seja qual for a agenda, Obama começa o dia na academia

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da Associated Press, em Chicago

Seja em uma viagem de campanha à Europa, seja em meio a longas reuniões sobre a equipe de transição, o presidente eleito Barack Obama não abre mão de começar o dia com sua rotina de exercícios e uma ida à academia mais próxima.

"A maioria dos meus exercícios precisam ser feitos antes do dia começar", revelou Obama, 47, à revista "Men's Health", na edição de novembro.

Pablo Martinez Monsivais-15nov.08/AP
President-elect Barack Obama, wearing a Chicago White Sox baseball cap, walks to his vehicle following his gym workout, Saturday, Nov. 15, 2008, in Chicago. (AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)
Presidente eleito Barack Obama sai da academia, após seus exercícios

"Sempre há um equilíbrio entre dormir e me exercitar. Eu normalmente passo 45 minutos [na academia], seis dias por semana. Se eu malho em um dia, faço exercícios cardiovasculares no outro", contou o presidente eleito, acrescentando que sua preferência é por sessões de 90 minutos.

Com uma força de vontade de dar inveja a maioria dos americanos, Obama e sua mulher, Michelle, são freqüentadores assíduos da academia e exemplos de boa forma no país da obesidade. Michelle costumava juntar-se a uma amiga para sessões de malhação que começavam às 4h30 da manhã. "Uma das coisas que eu sempre falo é sobre fazer exercícios", revelou a futura primeira-dama, em um dos eventos de campanha, em Chicago.

Durante os 20 meses da campanha presidencial, na qual saiu de um rosto relativamente desconhecido no Senado para ser o primeiro presidente negro dos Estados unidos, Obama sempre priorizou os exercícios físicos.

Mesmo nos períodos de agenda repleta de viagens e discursos, Obama sempre ia à academia, acompanhado por um pequeno grupo de agentes do Serviço Secreto e repórteres.

Até mesmo na sua única viagem internacional na campanha, Obama não perdeu a chance de manter a forma. Na Alemanha, onde Obama fez um discurso para cerca de 200 mil berlinenses extasiados, um jornal aproveitou seu vício em exercícios para conseguir uma história exclusiva com o então candidato presidencial americano.

Uma repórter fingiu fazer exercícios e aproveitou para tirar uma foto com o democrata e escrever uma reportagem sobre quão bonito e em forma o presidente eleito é.

Basquete

Obama já revelou que seu esporte favorito é o basquete e o jogo acabou se tornando um ritual de campanha. Nos dias importantes, como as primárias democratas e seu discurso de aceitação da nomeação, ele brincava de arremessos com os amigos.

"Ele é muito bom, ele sabe como jogar, ele entende o jogo e está em ótima forma", disse o secretário de Tesouro de Illinois, Alexi Giannoulias, amigo de quadra de Obama.

E a rotina deve continuar quando a família se mudar para a Casa Branca, que tem uma academia de ginástica particular. Lá, ele poderá praticar seus arremessos na quadra particular nos jardins da mansão, embora ele já tenha brincado sobre substituir a pista de boliche interna por uma cesta de basquete.

A boa forma é uma tradição entre os moradores do número 1.600 da avenida Pensilvânia, em Washington. O atual presidente, George W. Bush, que brincou recentemente sobre seus cabelos brancos, é um ávido ciclista. O democrata Bill Clinton gostava de correr pelos jardins da mansão presidencial e o republicano George H.W. Bush gostava de jogar golfe e tênis.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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