Mundo
19/11/2008 - 15h15

Washington diz que declarações da Al Qaeda contra Obama são "desprezíveis"

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colaboração para a Folha Online

Os Estados Unidos classificaram de "desprezíveis" as declarações do número dois da Al Qaeda, Ayman al Zawahiri, que chamou o presidente eleito Barack Obama de "escravo negro a serviço dos brancos".

"São apenas os comentários abjetos de um terrorista. Se alguém precisava estabelecer a diferença entre os valores democráticos do ocidente e dos Estados Unidos e os valores dos terroristas, não é necessário ir mais longe", afirmou o porta-voz do departamento de Estado, Sean McCormack, durante coletiva.

Reuters T V
Washington repudia declarações de número dois da rede Al Qaeda contra Barack Obama
Washington repudia declarações de número dois da rede Al Qaeda contra Barack Obama

Al Zawahri disse em vídeo publicado na internet que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, é um "house negro". O termo foi usado pelo líder negro Malcolm X, para descrever uma pessoa negra que está mais ligada a valores "dos brancos". "Obama é o oposto dos honrosos americanos negros, como Malcolm X", disse o integrante da Al Qaeda.

Zawahri também afirmou que o projeto de Obama de aumentar o efetivo militar no Afeganistão vai fracassar, porque os afegãos irão resistir.

Este foi o primeiro comentário feito pela rede Al Qaeda desde a eleição do democrata. Junto com o áudio, o site disponibiliza imagens de al Zawahri, Malcolm X rezando e Obama ao lado de líderes judeus.

O segundo homem no comando da rede Al Qaeda também fez um apelo aos muçulmanos para manter os ataques contra a "América criminosa" e criticou Obama por prometer apoio a Israel durante sua campanha eleitoral.

Com France Presse

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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