Mundo
19/11/2008 - 17h51

Embaixador russo na Otan defende operação terrestre contra piratas

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da Folha Online

O embaixador russo na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Dmitri Rogozin, propôs nesta quarta-feira uma missão militar terrestre conjunta na costa da Somália para acabar com as bases dos piratas que atuam na costa leste da África.

"Todos sabemos que é em terra que os piratas têm seus refúgios, e deveria ser feito um esforço comum para acabar com eles", disse Rogozin em uma entrevista coletiva em Bruxelas, na Bélgica. Ele defendeu a participação da Otan e da União Européia nas ações e a manutenção das operações navais previstas.

Arte Folha Online/Arte Folha Online

A Rússia mantém na área dos ataques de piratas o navio Neustrashimi [Intrépida], que colaborou no início do mês com a fragata britânica Cumberland para defender um navio dinamarquês de um ataque no golfo de Adén. Três piratas foram mortos durante o confronto.

"Infelizmente, não houve nem uma palavra de agradecimento pela participação russa nas declarações da Otan, e não digo isso por uma questão de vaidade, mas porque reconhecer o que foi feito pelos russos poderia estimular mais ações comuns positivas em termos militares", disse o diplomata.

Nesta quarta-feira, os chefes militares dos países aliados decidiram fazer uma ação coordenada com a missão da União Européia contra a pirataria que será realizada em dezembro.

O caos na Somália, onde forças islâmicas combatem o governo apoiado pelo Ocidente, permitiu o desenvolvimento da pirataria na região. Os islâmicos, que se aproximaram da capital Mogadício, dizem que são contra a pirataria e podem combatê-la, como fizeram durante seis meses em 2006, quando mantiveram um governo provisório no sul do país.

Com Efe

 

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