Obama cogita governadora do Arizona para Segurança Nacional
colaboração para a Folha Online
A governadora do Arizona, a democrata Janet Napolitano, é a favorita para chefiar o Departamento de Segurança Nacional no governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo reportagem da CNN, que atribui a informação a diversas fontes democratas.
Napolitano assumiria um dos mais complicados departamentos do governo, sendo responsável por questões de imigração e segurança de fronteira --tema que foi evitado por Obama durante a campanha pela polêmica que traz entre os americanos.
| Lauren Victoria Burke - 13.nov.08/AP |
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| Governadora do Arizona, Janet Napolitano, fala ao comitê de Energia e Comércio do Senado |
A governadora do Arizona dirige com altos índices de aprovação o Estado pelo qual o adversário de Obama na última eleição, John McCain, é senador. Ela traz ao cargo grande experiência em direito e justiça, já que foi procuradora-geral do Estado. Uma das mais proeminentes mulheres da política americana, ela fez aparições freqüentes na campanha do democrata e foi reeleita governadora na eleição de 2006.
Segundo as fontes democratas, a equipe de transição já esperava que Napolitano ocupasse um cargo importante no governo Obama, seu nome já foi cogitado até mesmo para procuradora-geral, posto cuja maior aposta é Eric Holder.
Napolitano, 50, endossou Obama ainda em janeiro, quando as primárias democratas estavam começando e o então senador por Illinois era considerado um azarão na disputa contra a senadora Hillary Clinton.
Também faz parte da restrita lista de possíveis ocupantes de postos-chave na nova administração a bilionária Penny Pritzker, da família fundadora da rede de hotéis Hyatt. Cotada para chefiar a Secretaria de Comércio, ela foi comandou as finanças da campanha presidencial democrata.
Pritzker é de Chicago, cidade em que Obama construiu sua carreira política.
Desafios
O DHS (sigla, em inglês, do Departamento de Segurança Nacional), foi criado há cinco anos em resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001 e tem entre suas obrigações a segurança fronteiriça, a resposta a desastres naturais e a proteção do país contra novos ataques terroristas.
O próximo líder do departamento herdará uma burocracia de 200 mil trabalhadores e, com um orçamento anual de US$ 40 bilhões, terá que continuar o trabalho de dirigir a maior fusão de dezenas de agências federais encarregadas da segurança nacional desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Além de zelar pela segurança da infra-estrutura, do ciberespaço e dos portos de entrada aos EUA, o DHS terá entre as tarefas imediatas avaliar as medidas de segurança fronteiriça e o cumprimento das leis migratórias no interior do país.
Uma das prioridades deve ser responder à pressão de grupos hispânicos para que sejam suspensas as operações contra os imigrantes ilegais nos centros de trabalho.
Com Reuters e Efe
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Claro que tem que afastar. Se o casal fossem dois terroristas, hoje estaríamos enterrando o Obama.
A Segurança falhou.
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