Milícia governista e rebeldes enfrentam-se no Congo um dia após início de retirada
colaboração para a Folha Online
Os rebeldes congoleses liderados por Laurent Nkunda travaram combates nesta quinta-feira com milícias favoráveis ao governo na região leste da República Democrática do Congo (RDC, antigo Zaire), um dia depois de um recuo rebelde na linha de combate.
"Os enfrentamentos começaram esta manhã nas cidades de Katoro e Nyongera, 5 km ao norte de Kiwanja", afirmou uma fonte dos serviços de segurança, que pediu anonimato.
Kiwanja fica 75 km ao norte de Goma, a capital da província de Kivu Norte.
Os confrontos acontecem entre milicianos governistas Mai-Mai e a rebelião do CNDP (Congresso Nacional pela Defesa do Povo). A fonte afirmou que é possível que o Exército congolês e os rebeldes hutus ruandeses também estejam envolvidos.
"O CNDP tenta expulsar nossas tropas de Katoro", afirmou Didier Bitaki, porta-voz das "forças armadas Mai-Mai" na província de Kivu do Norte.
O porta-voz dos rebeldes dissera mais cedo que não havia relatos de combates após o início da retirada dos combatentes.
A ONU (Organização das Nações Unidas) chegou a saudar o acordo como um passo rumo à paz no país. O secretário-geral, Ban Ki-moon, pediu que as partes em conflito permitam a passagem da assistência humanitária aos que foram afetados pelos combates.
Violência crescente
Os conflitos esporádicos no leste do país intensificaram-se em agosto. Os combates entre o Exército e combatentes leais ao líder rebelde Laurent Nkunda levou ao menos 250 mil pessoas a tornarem-se refugiados
Nkunda diz que está protegendo a etnia tutsi de refugiados hutus, que fugiram para o Congo após o genocídio de que esta etnia foi vítima em Ruanda, em 1994.
Críticos dizem que ele está mais interessado em conquistar o poder sobre uma região rica em recursos minerais e acusam os rebeldes de cometerem vários abusos aos direitos humanos.
Com Associated Press, Efe e France Presse

