Mundo
20/11/2008 - 11h22

Obama e Ban Ki-moon concordam em estreitar laços entre EUA e ONU

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da Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou nesta quarta-feira, por telefone, com o secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon. Os dois falaram sobre maneiras de estreitar os laços entre os EUA e a ONU, atendendo a pedidos de especialistas por uma atuação maior de Washington nas ações globais.

"Eles discutiram sobre como enfrentar as crises atuais, assim como questões regionais e globais, e como reforçar os laços entre os EUA e a ONU", disse comunicado da organização.

Os analistas pedem que Obama --que teve como uma de suas plataformas uma estratégia externa mais diplomática-- não só melhore a imagem dos EUA no exterior, como aprofunde os laços entre o país e a ONU, que, dizem, não terá êxito sem a liderança da maior potência mundial.

O comunicado da ONU foi assinado, entre outros, pelos ex-secretários de Estado Madeleine Albright e Warren Christopher e dos ex-secretários de Defesa Harold Brown e William Perry.

"O próximo presidente tem uma oportunidade única de revitalizar a relação entre os EUA e a ONU como símbolo do compromisso da América em construir um compromisso de cooperação internacional", diz o comunicado.

As recomendações ao novo presidente americano incluem ainda que Washington assuma papel de liderança nos esforços da ONU em reduzir os programas de armas nucleares e ampliar a ação contra o terrorismo e a mudança climática.

Brooke Anderson, porta-voz da equipe de segurança nacional da equipe de transição de Obama, disse não ter recebido a carta.

Ela disse também que, na conversa por telefone, Obama reiterou a Ban Ki-moon "sua visão de que a ONU precisa de uma ampla reforma e que os EUA iriam se dedicar à organização e a missão de agir mais efetivamente em relação aos assuntos globais". Ban recebeu a ligação logo após retornar de uma viagem à Suíça.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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