Sessão do Parlamento iraquiano sobre tropas dos EUA é suspensa
da Efe, em Bagdá
O Parlamento iraquiano teve nesta quinta-feira uma sessão cheia de discussões e de tensão sobre o pacto de segurança entre Estados Unidos e Iraque, que foi suspensa pelos protestos dos deputados do bloco xiita Sadr, segundo a rede de televisão "Al Iraqiya".
Os membros do bloco Sadr pediram que seja estudada a minuta do acordo que regulará a presença de tropas estrangeiras no Iraque a partir de 2009, sem que antes tenha sido elaborada uma lei que permita ao Conselho de Ministros aprovar pactos com outros países.
Os deputados de Sadr expressaram sua inconformidade batendo os assentos na Câmara, o que causou o adiamento da leitura da minuta até a próxima semana, quando espera-se que o ambiente esteja mais calmo, explicou a cadeia.
A segunda leitura da minuta --a primeira aconteceu na terça-feira passada-- poderia ser feita no domingo ou na terça-feira, com o que ainda não se sabe o que ocorrerá com a votação do texto, que, a princípio, estava programada para a segunda-feira.
Alternativa
Por outro lado, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, advertiu em entrevista coletiva que se o Parlamento não aprovar o acordo, a única opção será pedir ao Conselho de Segurança da ONU que prolongue o mandato concedido às forças multinacionais no Iraque, que expira no final deste ano, com algumas reformas.
Maliki disse que se não se acatar o prolongamento do mandato das tropas estrangeiras, estas perderão a cobertura legal para sua permanência no país.
O primeiro-ministro criticou ainda os políticos que rejeitam o acordo de segurança porque, segundo ele, suas objeções sobre a libertação dos presos e a lei de anistia geral não estão relacionadas com o acordo de segurança, mas com os assuntos internos do país.
Maliki defendeu o pacto porque "tem várias vantagens para o país como a proteção que o governo dos EUA oferecerá aos fundos iraquianos no exterior".
Além disso, explicou que, com a aplicação do acordo, se porá um fim no trabalho das companhias de segurança privadas estrangeiras no Iraque, cujo trabalho não estará permitido a não ser que obtenham uma permissão do Ministério do Interior iraquiano.

