Presidente do Paquistão propõe acordo de não-proliferação nuclear para sul da Ásia
da Efe, em Islamabad
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, propôs neste sábado um acordo de não-proliferação nuclear para o sul da Ásia e assegurou que o Paquistão "não será o primeiro país a utilizar a arma atômica". O viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto fez as declarações em Islamabad, em um discurso por videoconferência, durante a Cúpula de Liderança organizada em Nova Délhi pelo jornal indiano "Hindustan Times".
"Não nos sentimos ameaçados pela Índia, e a Índia também não deveria se sentir ameaçada por nós", disse Zardari. Ele afirmou que os dois países "têm um grande futuro pela frente, apesar das diferenças". "Levaremos a amizade com a Índia para novos níveis", ressaltou Zardari, na Presidência do Paquistão desde setembro.
Conflito
Paquistão e Índia, potências nucleares há uma década, mantêm uma complicada relação desde a partilha do subcontinente indiano e sua independência do Império Britânico, em 1947. O líder paquistanês se mostrou otimista em aprofundar os acordos econômicos e de cooperação com a Índia. Ele não descartou uma maior integração que os leve a compartilhar uma moeda comum no futuro.
Zardari evitou se pronunciar sobre as acusações contra os serviços de inteligência de seu país de promover a atividade de grupos insurgentes na Caxemira. O presidente paquistanês disse que ele próprio é "vítima do terrorismo" e lembrou que sua esposa morreu em um atentado em 27 de dezembro do ano passado.
Zardari também expressou a convicção de que o presidente eleito americano, Barack Obama, trará mudanças e uma "nova luz" ao mundo. Ele aposta na busca por "novos companheiros e mercados" para sair da severa crise econômica na qual o Paquistão está imerso.
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