Negociações para desarmar Coréia do Norte prosseguem em dezembro
da Efe, em Lima
Os seis países que participam das negociações multilaterais sobre a desnuclearização da Coréia do Norte acordaram em se reunir no início de dezembro, anunciou hoje a Casa Branca.
O presidente dos EUA, George W. Bush, se reuniu neste sábado com dois dos participantes dessas negociações, o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, e o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, à margem da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), celebrada em Lima.
Bush se reuniu separadamente com os dois governantes e também em uma breve sessão trilateral.
Em declarações à imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, informou após a reunião de hoje que os três países chegaram a um acordo, mas que a data concreta será anunciada pela China, como país anfitrião das negociações.
O objetivo da reunião, segundo Perino, será tentar chegar a um acordo sobre o processo para verificar a declaração norte-coreana sobre suas instalações e materiais nucleares e sobre o desmantelamento de seu programa atômico.
Nas conversas de seis lados para persuadir Pyongyang a renunciar a seu programa nuclear em troca de incentivos políticos e econômicos, um processo iniciado em 2003, mas que avançou muito lentamente, participam as duas Coréias, a China, os EUA, a Rússia e o Japão.
Na sexta-feira passada, o presidente americano se encontrou com o chefe de Estado chinês, Hu Jintao, e se reunirá hoje também com o governante russo, Dmitri Medvedev.
Bush quer sair da cúpula com uma data definida para retomar as conversas de seis lados em Pequim e deixar o processo canalizado para seu sucessor na Casa Branca a partir de 20 de janeiro, o democrata Barack Obama.
O processo de negociações com Pyongyang pareceu ter retomado o caminho em outubro, quando a Coréia do Norte aceitou cancelar os passos que tinha dado para retomar as atividades nucleares em seu reator de Yongbyon.
Como medida recíproca, os EUA anunciaram a retirada da Coréia do Norte de sua lista de países patrocinadores do terrorismo, o que permite a retirada de algumas sanções econômicas contra o regime de Pyongyang.
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