Obama confirma Tim Geithner como secretário do Tesouro dos EUA
da Efe, em Washington
O presidente do Fed (Federal Reserve, Banco Central americano) de Nova York, Timothy Geithner, foi escolhido o próximo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, informou neste domingo David Axelrod, um dos principais assessores do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.
Em declarações à rede "Fox", Axelrod afirmou que Geithner "é alguém que teve experiência com as crises econômicas como secretário adjunto do Tesouro para Assuntos Internacionais durante os anos 90".
| Matthew Cavanaugh/Efe |
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| Tim Geithne trabalhou com Ben Bernanke (Fed) no combate à crise financeira |
"Ele está intimamente envolvido com a situação agora, em seu papel como presidente do Federal Reserve de Nova York. Por sua experiência e temperamento, ele é o homem certo para liderar o [Departamento do] Tesouro", disse Axelrod, que foi aos programas dominicais da televisão americana para promover a agenda econômica de Obama.
Mercado financeiro
Na última sexta-feira (21), a perspectiva de que o novo secretário do Tesouro dos EUA seria escolhido fez as Bolsas americanas dispararem. Neste sábado, Obama traçou um retrato desanimador da situação econômica, em seu mais detalhado discurso sobre o assunto desde a eleição, em 4 de novembro.
Em outubro, o presidente eleito pediu um pacote de estímulo no valor de US$ 175 bilhões, mas agora sinaliza que vai pressionar por valores maiores, apesar de não ter estabelecido uma meta. O Departamento de Trabalho dos EUA revelou o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou em 27 mil na semana passada e chegou a 542 mil, o nível mais alto desde julho de 1992.
"Não há um modo fácil de consertar essa crise, que levou muitos anos até ser sentida, e é mais provável que a situação fique pior antes de melhorar", afirmou Obama. Ele disse que sua equipe econômica já trabalha no plano e que o Congresso deve aprovar rapidamente o projeto.
Os membros do partido Democrata já prometeram estabelecer como prioridade um pacote de estímulos à economia. As medidas devem incluir corte de impostos para a classe média e bilhões de dólares em projetos públicos, como construção de estradas, pontes e medidas para o trânsito.
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