Teste para Chávez, eleições regionais na Venezuela terminam sem maiores incidentes
da Folha Online
com France Presse e Efe
O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) declarou encerrada, às 16h25 (18h55, em Brasília) a votação das eleições regionais na Venezuela neste domingo. Somente os centros eleitorais em que ainda haja filas de eleitores devem permanecer abertos.
Ao todo, 16.887.734 venezuelanos eram esperados neste domingo para votar. Estão em disputa cargos de 22 governadores, 326 prefeitos, dois prefeitos metropolitanos, além de 233 deputados estaduais, 13 vereadores metropolitanos e sete vereadores distritais.
O processo eleitoral transcorreu relativamente sem incidentes, embora com longas filas. As autoridades da Venezuela informaram que 11 pessoas foram presas neste domingo. As prisões ocorreram em Portuguesa, Caracas, Zulia, Táchira e Miranda, por razões como danificar o material eleitoral ou apresentar identidades falsas.
O órgão afirmou que não vai emitir boletins parciais dos resultados antes que as tendências sejam definitivas. O presidente Hugo Chávez ameaçou retirar a concessão dos meios de comunicação que divulgarem resultados antes do tempo.
Após votar, o líder venezuelano afirmou hoje que a "governabilidade" do país está assegurada, quaisquer que sejam os resultados das eleições regionais realizadas hoje. Ele também afirmou que, quem não reconhecer os resultados, vai ter uma "morte política". "Honra para o vencido, glória para o vencedor e amanhã a Venezuela segue sua marcha", disse ainda Chávez.
As eleições regionais deste domingo são considerados por analistas como uma espécie de referendo sobre o governo Chávez. Esta é a 14ª eleição desde que Chávez ganhou pela primeira vez a Presidência, em 1998, e as primeiras desde a inédita derrota de um ano atrás, quando, em um referendo, viu frustrado seu empenho em modificar a Constituição aprovada em 1999.
Nas eleições regionais de quatro anos atrás, o chavismo ganhou 20 governos --mas cinco se distanciaram depois do oficialismo--, 278 Prefeituras e a maioria dos cargos legislativos municipais e regionais.
"É uma eleição com impacto nacional e o segundo capítulo de um grau de rejeição crescente ao governo caudilho que o presidente Chávez reserva. Na campanha eleitoral ele precisou pôr muita força na propaganda já que está em franco declínio internamente e internacionalmente", afirmou José Flávio Sombra Saraiva, PhD em Política Internacional pela Universidade de Birmingham e professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.
No plebiscito realizado em dezembro do ano passado, a população votou contra mudanças na Constituição, entre elas a possibilidade de reeleição presidencial ilimitada proposta pelo presidente venezuelano. Para Saraiva, o referendo foi "o primeiro sinal de que a legitimidade política de Chávez tinha limites".
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E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
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Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
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