Aliados ganham eleição regional na maioria dos Estados na Venezuela
da Folha Online
Os aliados do presidente Hugo Chávez e candidatos governistas ganharam em 17 dos 20 Estados nas eleições regionais da Venezuela. A oposição, contudo, manteve importante presença entre os governos estaduais vencendo as duas maiores administrações --Zulia e Miranda-- além de conseguir a Prefeitura de Caracas.
A informação foi divulgada após a apuração de 95% das urnas, segundo o jornal local "El Universal". O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) informou que a participação foi de 65,45%, a mais alta registrada em pleitos regionais e locais na Venezuela.
O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), fundado pelo presidente Hugo Chávez, recuperou os Estados de Trujillo, Aragua, Guárico e Sucre, nas mãos de dissidentes do chavismo, e manteve Barinas, terra natal do líder e onde seu irmão, Adán Chávez, concorreu.
Segundo os resultados parciais, a oposição manteve os Estados de Zulia e de Nova Esparta, que ganhou há quatro anos, e arrebatou o estado de Miranda.
Nenhum resultado de boca-de-urna havia sido divulgado no país por determinação presidencial. O presidente Hugo Chávez ameaçou retirar a concessão dos meios de comunicação que divulgarem resultados antes do tempo, para evitar distorções do resultado das urnas.
Votação
O CNE declarou encerrada, às 16h25 (18h55, em Brasília) a votação das eleições regionais na Venezuela neste domingo (23). Alguns centros de votação permaneceram abertos após o horário devido às filas de eleitores que esperavam para escolher seu candidato.
Estavam em disputa cargos de 22 governadores, 326 prefeitos, dois prefeitos metropolitanos, além de 233 deputados estaduais, 13 vereadores metropolitanos e sete vereadores distritais. Segundo o CNE, o processo eleitoral transcorreu relativamente sem incidentes.
As eleições regionais deste domingo são considerados por analistas como uma espécie de referendo sobre o governo Chávez. Esta é a 14ª eleição desde que Chávez ganhou pela primeira vez a Presidência, em 1998, e as primeiras desde a inédita derrota de um ano atrás, quando, em um referendo, viu frustrado seu empenho em modificar a Constituição aprovada em 1999.
Nas eleições regionais de quatro anos atrás, o chavismo ganhou 20 governos --mas cinco se distanciaram depois do oficialismo--, 278 Prefeituras e a maioria dos cargos legislativos municipais e regionais.
"É uma eleição com impacto nacional e o segundo capítulo de um grau de rejeição crescente ao governo caudilho que o presidente Chávez reserva. Na campanha eleitoral ele precisou pôr muita força na propaganda já que está em franco declínio internamente e internacionalmente", afirmou José Flávio Sombra Saraiva, PhD em Política Internacional pela Universidade de Birmingham e professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.
No plebiscito realizado em dezembro do ano passado, a população votou contra mudanças na Constituição, entre elas a possibilidade de reeleição presidencial ilimitada proposta pelo presidente venezuelano. Para Saraiva, o referendo foi "o primeiro sinal de que a legitimidade política de Chávez tinha limites".
Com Efe
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Sou capaz até de apostar, que será dito que os venezuelanos "achavam" que ainda estavam em terras de seu país, e que tudo não passou de um engano.
Não se enganem, Chávez está caindo pelas tabelas e nada como uma guerrinha "patriótica", para desviar a atenção do povo para o que realmente interessa.
A Argentina fez algo parecido na década de 80, com as ilhas Malvinas e caiu do cavalo...
Chávez está se esforçando muito, para arrumar uma confusão. Vai acabar conseguindo...
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