Mundo
24/11/2008 - 05h42

Aliados ganham eleição regional na maioria dos Estados na Venezuela

Publicidade

da Folha Online

Os aliados do presidente Hugo Chávez e candidatos governistas ganharam em 17 dos 20 Estados nas eleições regionais da Venezuela. A oposição, contudo, manteve importante presença entre os governos estaduais vencendo as duas maiores administrações --Zulia e Miranda-- além de conseguir a Prefeitura de Caracas.

A informação foi divulgada após a apuração de 95% das urnas, segundo o jornal local "El Universal". O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) informou que a participação foi de 65,45%, a mais alta registrada em pleitos regionais e locais na Venezuela.

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), fundado pelo presidente Hugo Chávez, recuperou os Estados de Trujillo, Aragua, Guárico e Sucre, nas mãos de dissidentes do chavismo, e manteve Barinas, terra natal do líder e onde seu irmão, Adán Chávez, concorreu.

Segundo os resultados parciais, a oposição manteve os Estados de Zulia e de Nova Esparta, que ganhou há quatro anos, e arrebatou o estado de Miranda.

Nenhum resultado de boca-de-urna havia sido divulgado no país por determinação presidencial. O presidente Hugo Chávez ameaçou retirar a concessão dos meios de comunicação que divulgarem resultados antes do tempo, para evitar distorções do resultado das urnas.

Votação

O CNE declarou encerrada, às 16h25 (18h55, em Brasília) a votação das eleições regionais na Venezuela neste domingo (23). Alguns centros de votação permaneceram abertos após o horário devido às filas de eleitores que esperavam para escolher seu candidato.

Estavam em disputa cargos de 22 governadores, 326 prefeitos, dois prefeitos metropolitanos, além de 233 deputados estaduais, 13 vereadores metropolitanos e sete vereadores distritais. Segundo o CNE, o processo eleitoral transcorreu relativamente sem incidentes.

As eleições regionais deste domingo são considerados por analistas como uma espécie de referendo sobre o governo Chávez. Esta é a 14ª eleição desde que Chávez ganhou pela primeira vez a Presidência, em 1998, e as primeiras desde a inédita derrota de um ano atrás, quando, em um referendo, viu frustrado seu empenho em modificar a Constituição aprovada em 1999.

Nas eleições regionais de quatro anos atrás, o chavismo ganhou 20 governos --mas cinco se distanciaram depois do oficialismo--, 278 Prefeituras e a maioria dos cargos legislativos municipais e regionais.

"É uma eleição com impacto nacional e o segundo capítulo de um grau de rejeição crescente ao governo caudilho que o presidente Chávez reserva. Na campanha eleitoral ele precisou pôr muita força na propaganda já que está em franco declínio internamente e internacionalmente", afirmou José Flávio Sombra Saraiva, PhD em Política Internacional pela Universidade de Birmingham e professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

No plebiscito realizado em dezembro do ano passado, a população votou contra mudanças na Constituição, entre elas a possibilidade de reeleição presidencial ilimitada proposta pelo presidente venezuelano. Para Saraiva, o referendo foi "o primeiro sinal de que a legitimidade política de Chávez tinha limites".

Com Efe

Comentários dos leitores
Santos Júnior (323) 05/12/2009 12h26
Santos Júnior (323) 05/12/2009 12h26
Recentemente as Farcs incendiaram um ônibus que dentre os passageiros, meia-dúzia de crianças morreram carbonizadas.A onda de violência vem de toda a parte e não apenas da América do Norte.Em gaza a política fanática do Hamas também mata.Não vejo que justificar a morte de inocentes diante da dominação imperial seja a saída para buscar a paz.Não é os EUA ou a Colômbia que sempre aparecem na mídia falando em preparativos para uma suposta guerra por aqui e sim Hugo Cháves.As farcs trocam cocaína por armas e também não vejo esta atitude como uma busca pela paz.Vamos para com esta hipocrisia e aceitarmos que a violência vem de todos os lados e gerar violência para combater outra, envolvendo inocentes no meio da patifaria nunca fserá a saída. sem opinião
avalie fechar
Eduardo Carvalho (27) 02/12/2009 08h19
Eduardo Carvalho (27) 02/12/2009 08h19
É até engraçado ver o Lula dizer que vai realizar reunião para resolução das dferenças entre colômbia e Venezuela... quem é Lula senão o governante que deixa que outros cantem de galo sobre seu país, que deixa que refinarias da Petrobrás sejam tomadas de assalto por forças armadas de países infinitamente mais fracos que o nosso... fala sério... em uma "reunião" destas, ganharia que falasse mais alto, e adivinhem quem seria?!? Está cada dia mais complicado ver as atitudes de nosso governante, que desde o cmeço do mandato só se alia a gente corrupta. Tá muito difícil aguentar o Chavez mandando na gente... e olha que ele ainda nem tá conseguindo morder... apenas ladrar. Imaginem quando ele tiver força militar suficiente para começar alguma bagunça de verdade nest circo populista em que se transformou a América do Sul? 1 opinião
avalie fechar
J. R. (1184) 02/12/2009 05h13
J. R. (1184) 02/12/2009 05h13
Iniciativas pela construção da paz tem que ser apoiadas, mesmo que desafiem a supremacia estadunidense, que muitos "se derretem" quando se fala dela. Um dia seremos "todos brasileiros", quando os que se sentem americanos seguirem seu caminho para a 'terra prometida'. 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (655)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca