Mundo
24/11/2008 - 06h00

Opositores eleitos na Venezuela querem trabalhar junto a Chávez

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da Efe, em Caracas

Os líderes opositores eleitos novos governadores dos Estados de Zulia e Miranda, os mais povoados do país, e o novo prefeito de Caracas anunciaram a intenção de trabalhar de forma coordenada com o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Os candidatos governistas ganharam em 17 dos 20 Estados nas eleições regionais da Venezuela, enquanto a oposição manteve importante presença entre os governos estaduais vencendo.

O governador eleito de Miranda, Henrique Capriles, afirmou em suas primeira declaração após conhecer-se os resultados que não pretende brigar com o governo nacional, e anunciou o início a partir de amanhã de "uma nova etapa de esperança".

"Somos um país que está cansado da briga, da divisão. As novas autoridades (opositoras) estão dispostas a trabalhar coordenadamente com nosso povo, com um só interesse, que o povo possa viver melhor", acrescentou Capriles.

Além disso, o governador eleito de Zulia, Pablo Pérez, asseverou que "respeitará o governo nacional". "Certamente, exigimos respeito (por parte do presidente Chávez) para o estado Zulia", acrescentou.

"Vamos trabalhar com o governo nacional, o que nos importa é o estado de Zulia", acrescentou Pérez, pupilo do governador em fim de mandato, o líder opositor e candidato à Prefeitura da capital dessa região, Maracaibo, Manuel Rosales.

O prefeito eleito do município Metropolitano de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, afirmou que governará com "amplitude", e convidou o presidente Chávez "a trabalhar junto, para resgatar do caos e da anarquia" a capital do país.

"É tempo de unidade (...) juro de novo que não vou traí-los", assegurou Ledezma, que dedicou sua vitória "aos mais humildes", confirmando seu "compromisso com as crianças de Caracas".

Comentários dos leitores
J. R. (1144) 10/11/2009 14h31
J. R. (1144) 10/11/2009 14h31
Agora será preciso derrubar "o muro" que a Colômbia levantou entre si e o restante dos paises latinoamericanos, mas quando? Depois do 13° mandato de Uribe? sem opinião
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Juca Bala (83) 10/11/2009 11h39
Juca Bala (83) 10/11/2009 11h39
Foi bonita a festa de comemoração da queda do muro de Berlim e do fim do símbolo de um regime desumano e retrógrado. Será que o Chico vai cantar "Foi bonita a festa pá" rsrsrs. "A queda do muro --escreveu João Paulo 2°-- como a queda de perigosos simulacros e de uma ideologia opressiva, demonstraram que as liberdades fundamentais, que dão significado à vida humana, não podem ser reprimidas nem sufocadas por muito tempo". Santas palavras... ou seja não há mal que sempre dure - Chavez um dia vai, mas deixará um rastro de empobrecimento social e econômico na Venezuela, que levará anos para se recuperar. 1 opinião
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Jose Carlos Gaspar (32) 09/11/2009 08h28
Jose Carlos Gaspar (32) 09/11/2009 08h28
Gostaria de reforçar a idéia de que os defensores dos EUA deveriam ser enviados para lá, com objetivo de servirem de "boi de piranha" em suas guerras imperialistas (é o que fazem lá com imigrantes e seus filhos). Diria o mesmo aos defensores da Russia. Finalmente aproveito o aniversário da queda do muro de Berlim para homenagear a todos os mortos, expropriados de direitos e explorados por estes dois paises que representam o pior que o poder traz à humanidade e lembrar que ainda existem homens éticos que preservam principios básicos de civilidade. sem opinião
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