Mundo
24/11/2008 - 07h28

Chávez pede a Obama solução contra crise financeira

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da Efe, em Caracas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo que se preocupa mais com a crise financeira mundial do que com a queda do preço do petróleo e reiterou que espera que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ajude, através do debate, a solucionar os grandes problemas do planeta.

Chávez, que fez as declarações à imprensa ao votar na Venezuela, disse ainda que os países pequenos também "têm coisas a dizer" e destacou a importância da cúpula da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), que será celebrada em 26 de novembro em Caracas.

"No sul, os países pequenos e médios também têm coisas a dizer", disse o presidente venezuelano, que reiterou sua proposta de uma convocação extraordinária de todos os Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para falar da crise.

"A solução não vai sair dos Estados Unidos", disse o presidente da Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo e um dos principais abastecedores do mercado americano.

A respeito da crise, Chávez afirmou que tinha "propostas", embora não tenha fornecido mais detalhes. E acrescentou que "mais do que o preço do petróleo, que não é uma grande preocupação, a grande preocupação é a crise mundial".

O presidente venezuelano rejeitou, além disso, a proposta dos Estados Unidos de que "é preciso solucionar a crise com mais liberdade de mercado" o que chamou de "loucura", deixando clara sua preferência por políticas intervencionistas.

"Mais livre mercado, não", disse Chávez, acrescentando que a Venezuela veio "construindo um 'caminho alternativo''. No entanto, as políticas do atual governo até agora levaram a crises contínuas de abastecimento de produtos básicos, como leite.

Expectativas

Em relação a Obama, Chávez ressaltou que espera que ele "esteja à altura da expectativa que ele próprio criou, que o povo dos EUA criou, à altura do que o mundo espera".

"Fim à invasão do Iraque, fim a Guantánamo, fim às ameaças contra o Irã, contra a Venezuela, contra a Bolívia e do intervencionismo dos EUA. Que ele se dedique a solucionar os problemas de seu povo que são muitos", disse o governante venezuelano.

Além disso, pediu para que Obama não se concentre exclusivamente na crise financeira, da qual "todo o mundo fala hoje". "Parece que já se esqueceram da crise dos alimentos, que está deixando quase um bilhão de pessoas passando fome no Haiti, em países da América Latina, na África e na Ásia", disse.

Também defendeu que o presidente eleito 'privilegie relações entre países e povos baseadas no respeito a nossa soberania e dignidade', algo que, segundo ele, não ocorreu na administração de George W. Bush.

Um dia depois da vitória de Obama, Chávez o felicitou e manifestou através de um comunicado seu convencimento de que "chegou a hora de estabelecer novas relações" entre seus países.

"Estamos convencidos de que chegou a hora de estabelecer novas relações entre nossos países e com nossa região, sobre a base dos princípios do respeito à soberania, à igualdade e à verdadeira cooperação", afirmou Chávez.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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