Mundo
24/11/2008 - 15h23

Timothy Geithner é o próximo secretário do Tesouro dos EUA

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da Folha Online

Atualizado às 16h10.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira Timothy Geithner como o secretário de Tesouro de seu governo. Na entrevista coletiva, o democrata anunciou ainda outros três nomes de sua equipe econômica que enfrentará a pior crise econômica desde a Grande Depressão (anos 30).

Leia perfil completo de Timothy Geithner
Conheça os outros nomes da equipe econômica de Obama

Geithner, atual presidente do Federal Reserve de Nova York e vice-presidente do comitê monetário do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), é um dos principais criadores das ações tomadas pela instituição para reativar a economia americana. Sobretudo na elaboração do plano de resgate dos bancos.

Pablo Martinez Monsivais/AP
Barack Obama anuncia sua equipe econômica durante entrevista coletiva, em Chicago
Barack Obama anuncia sua equipe econômica durante entrevista coletiva, em Chicago

"Geithner oferece não apenas uma extensiva experiência em desenhar a política econômica e o gerenciamento dos mercados financeiros, como um entendimento sem paralelo de nossa atual crise econômica, em toda sua profundidade, complexidade e urgência", disse Obama, ao anunciar o seu secretário de Tesouro.

O atual presidente do FED de Nova York assumirá com uma das maiores --senão a maior-- responsabilidade do próximo governo. Geithner será o principal responsável na execução do plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso e pelo atual presidente, George W. Bush para compra de títulos sem liquidez e para recuperar o sistema financeiro americano.

Obama reiterou diversas vezes que "não há tempo a perder" na resolução da crise e que Tim "não perderá tempo acelerando". "Ele iniciará em seu primeiro dia no escritório com uma visão única do fracasso dos mercados de hoje e uma visão clara dos passos que precisamos tomar para resolvê-los".

Charles Dharapak/AP
O novo secretário de Tesouro Timothy Geithner e o presidente eleito dos EUA, Barack Obama
O novo secretário de Tesouro Timothy Geithner e o presidente eleito dos EUA, Barack Obama

O presidente eleito, que assume, junto com sua equipe econômica, em 20 de janeiro, afirmou ainda que reconhece o âmbito global da crise e que seu plano para retomar a aceleração econômica inclui conversas com os outros países.

"A extensa experiência internacional de Tim o torna um candidato especialmente ideal para este cargo. Ele cresceu na África e viveu e trabalhou na Ásia, serviu como sub-secretário de Tesouro para assuntos internacionais e estudou chinês e japonês", listou Obama. "Tim entende a linguagem dos mercados internacionais de hoje em mais jeitos que qualquer um".

Obama destacou ainda o trabalho bipartidário de Tim --outra característica que reiterou em sua proposta para enfrentar a economia. "Tim serviu distintamente com democratas e republicanos e tem uma longa história de trabalhar confortavelmente nos dois lados do corredor".

Equipe

Geithner vai trabalhar diretamente com Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro no governo de Bill Clinton (1993 a 2000) que ocupará o cargo de diretor do Conselho Nacional de Economia no governo Obama.

"Como Tim, Larry Summers também traz uma combinação singular de habilidade, intelecto e experiência ao papel que ele desempenhará na nossa administração", disse Obama, ao anunciar Summers ao cargo.

E assim como Geithner, Summers mostra que Obama --criticado duramente na campanha como inexperiente demais para presidente-- aposta somente em grandes veteranos para enfrentar a crise financeira.

"Larry ajudou a guiar o país por diversas crises financeiras e foi um dos arquitetos centrais de políticas para a mais longa expansão da história americana, com superávits, aumentando as rendas das famílias e criando mais de 20 milhões de empregos", disse Obama, justificando a escolha já esperada para sua equipe econômica.

Obama destacou o histórico de Summers como alguém que "beneficiou grandemente" a classe média e que sabe esta é a chave para um crescimento econômico forte. Assim, a escolha de Summers vai de encontro ao tema que Obama centrou durante sua campanha presidencial, de ajudar a classe média.

O anúncio inclui ainda Christina Romer, que será diretora do Conselho de Consultores Econômicos e trará "uma perspectiva crítica necessária" o cargo.

"Christina é tanto uma liderança em macroeconomia quanto uma historiadora econômica. Desde 2003, ela foi co-diretora do Escritório de Pesquisa Econômica e Monetária. Ela é membro também do comitê que determina oficialmente quando uma recessão começa e quando termina, experiência que vai servir-lhe muito bem na medida em que ela me aconselha em nossos desafios econômicos atuais", listou Obama.

Segundo o presidente eleito, Romer é uma escolha segura para o cargo porque pesquisou vários temas que a próxima administração enfrentará, "de política econômica a combater recessões". "E suas análises claras receberam elogios do lado conservador e do liberal", ressaltou Obama, retomando o argumento do bipartidarismo.

O anúncio foi encerrado com o nome de Melody Barnes para diretora do Conselho de Política Doméstica. Uma escolha, afirmou Obama, feita para garantir a integração do pacote de recuperação econômica com outras bases de sua plataforma eleitoral, como a saúde e a educação.

"Uma parte integral deste curso [de recuperação econômica] será a reforma da saúde e ela trabalhará diretamente com meu secretário de Saúde e Serviços Humanos", disse Obama.

Melody foi vice-presidente do Centro de Progresso Americano e dirigiu uma rede de especialistas para "encontrar soluções para a classe média", disse Obama. "Ela também trabalhou como co grande senador Ted Kennedy no Comitê Judiciário do Senado em temas que vão de crime à imigração, passando por corrupção e lutar incansavelmente pelos direitos civis", listou o presidente eleito.

"A mente judicial brilhante de Melody em trabalhar pelas liberdades nas quais esta nação foi fundada a tornam perfeita" para o cargo, disse Obama, que apostou, novamente, em uma veterana.

Comentários dos leitores
marcio B. (65) 11/12/2009 19h35
marcio B. (65) 11/12/2009 19h35
Não é de se surpreender que pessoas como a Sra, não se dêem conta do quanto é desproporcional as suas análise dos fatos, não percebendo sequer o tamanho das bobagens que falam,
Um bom exemplo disso , é a sua infame tentativa de comparar custo da liberdade e os direitos que uma mulher tem nos EUA e a liberdade e os direitos de uma mulher no mundo islâmico. Não há contraponto, não há parâmetro para comparar, pelo simples fato de que no mundo islâmico, as mulheres não tem direito algum... Fico abismado que a Sra. se ofenda com um simples comentário, e não se ofenda com a maneira com que o estado islâmico trata as mulheres. Quando eu falei para fazer uma breve pesquisa sobre a formação do estado islâmico, eu não disse que essa breve pesquisa a faria uma especialista no assunto, sugeri a breve pesquisa porque isso já seria suficiente para qualquer pessoa entender como a sociedade islâmica oprime e aterroriza a mulher. Defender o Estado Islâmico é aceitar todas humilhações e violências contra as mulheres uma vez que o próprio estado islâmico incentiva a opressão e jamais disse que iria deixar de incentivar, mesmo com a saída dos EUA da região. Quanto mais poder se dá para o Estado Islâmico, mais eles odiarão o ocidente, mais eles odiarão as mulheres, mais eles tentarão expandir seus domínios, pois em sua essência, ou seja, um dos fundamentos do Estado Islâmico é não aceitar nada que não seja o islamismo.
sem opinião
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marcio B. (65) 11/12/2009 18h07
marcio B. (65) 11/12/2009 18h07
Sr. eduardo de souza,
Entendi o comentário, e nunca disse que o Joel Saraiva, afirmou que o melhor seria jogar "bombas atômicas" , muito menos pedi sua orientação.
sem opinião
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eduardo de souza (529) 11/12/2009 15h19
eduardo de souza (529) 11/12/2009 15h19
marcio B, releia o comentário de Joel Saraiva, verá que ele colocou entrelinhas em alguns itens, dando a noção dupla na interpretação do texto. Não afirma ele que o melhor seria jogar "bombas atômicas", na realidade, satiriza a queda das torres gêmeas. Hehe, alguns comentarista daqui estão de parabéns pela inteligência que colocam as palavras. 8 opiniões
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