Mundo
25/11/2008 - 15h10

Peter Orszag é diretor do Escritório de Gestão e Orçamento de Obama

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da Folha Online

Atualizado às 15h49.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou em entrevista coletiva nesta terça-feira que Peter Orszag será o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento de seu governo.

Orszag é diretor do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) e mais uma indicação de que Obama aposta em veteranos para enfrentar a grave crise financeira no país, o maior desafio de sua administração.

Conheça os integrantes da equipe econômica de Barack Obama

"O Escritório de Orçamento do meu governo não apenas desenhará o orçamento, mas garantirá que o orçamento é mais efetivo para servir aos cidadãos americanos. E ninguém melhor que Peter Orzag para este cargo. Ele divide a minha opinião de que o orçamento reflete as prioridades do governo", disse Obama, ao anunciar, como esperado, Orzag ao cargo.

Charles Dharapak/AP
Barack Obama anuncia Peter Orszag (esq) e Robert Nabors (dir) para o Escritório de Gestão e Orçamento
Obama anuncia Peter Orszag (esq) e Robert Nabors (dir) para o Escritório de Orçamento

"Em sua carreira, ele fez grandes contribuições em questões e desafios que enfrentaremos em nosso governo, desde lutar contra a mudança climática, a tornar o sonho de se formar na faculdade ao alcance dos jovens, a melhorar o sistema de saúde", listou Obama, justificando sua escolha.

O democrata tem reiterado em entrevistas e até mesmo no perfil de sua equipe que priorizará a crise --como esperado-- mas sem abandonar outras plataformas sociais, como a educação e a saúde. Segundo os democratas, a solução para a crise passa pela criação de uma infra-estrutura mais forte no país, como chave para o crescimento efetivo.

"Não é apenas sua experiência, ele tem uma visão de futuro que eu divido, ele acredita que precisamos colocar disciplina no orçamento", continuou o novo presidente, que pretende aprovar um plano econômico de US$ 500 bilhões até fevereiro. "Ele não precisa de mapa para ver onde o orçamento está errado, ele sabe onde o orçamento funciona e onde não funciona".

O trabalho de Orszag no CBO inclui o gerenciamento e análise de assuntos orçamentários e dos programas e agências do governo, uma experiência que, segundo Obama, será essencial para a tarefa de revisar "página por página o orçamento e asa agências federais e garantir que fiquem apenas aqueles que funcionam efetivamente para o povo americano".

Vice

Na coletiva, Obama anunciou ainda o vice-diretor do Escritório de Gestão e Orçamento. Robert Nabors, 13º oficial de registros e diretor de equipe do Comitê de Apropriações da Câmara dos Deputados, trabalhará diretamente com Orszag na orientação das prioridades e cortes do orçamento do governo Obama.

"Os velhos modos de Washington não servem para os desafios de hoje e amanhã. Por isso, ninguém melhor que Robert Nabors para assumir como vice-diretor", anunciou Obama, na entrevista coletiva que concedeu nesta tarde, em Chicago.

Nabors é responsável pela contratação e gerenciamento da equipe do comitê e por recomendar as estratégias legislativas para os gastos orçamentários dos democratas no comitê e na liderança democrata na Câmara.

Formado em ciência política pela Universidade da Carolina do Norte, Nabors serviu também no Escritório de Gestão e Orçamento do presidente.

"Estas indicações, assim como as de ontem, não são o resumo de minha equipe. Eles trabalharão junto com os que eu já indiquei, como o secretário de trabalho, para desenhar um caminho de recuperação para o povo americano e colocar o país no caminho da recuperação", disse Obama, sobre o anúncio de Orszag, Nabors e outros quatro nomes.

"Precisamos mostrar aos americanos que estamos trabalhando em benefícios deles", disse Obama, que reiterou a idéia de priorizar os cidadãos inúmeras vezes.

"Nestes tempos difíceis e desafiadores, quando enfrentamos os déficits crescentes e uma economia decadente, a reforma no orçamento não é uma opção. É imperativo. Não podemos sustentar um sistema que desperdiça bilhões em dólares de contribuintes em programas que já não são mais efetivos ou existem simplesmente pelo poder de um político, lobista ou grupo de interesse", disse o presidente eleito, em uma crítica sutil ao atual presidente George W. Bush, que deixa o governo com um rombo trilionário no orçamento.

"Isso não é sobre um grande ou pequeno governo. É sobre construir um governo mais inteligente que foque no que funcione", continuou Obama, citando um exemplo do que irá cortar no orçamento. "Este ano, os agricultores ricos receberam US$ 49 bilhões em subsídios. Dinheiro que foi para agricultores com renda acima da média para entrar no programa. É este tipo de excesso que quero cortar".

Comentários dos leitores
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (74) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (74) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (74) 03/12/2009 08h28
Olmir Antonio de Oliveira (74) 03/12/2009 08h28
A respeito da postura e recuperação do sistema bancario americano, muito interesanteas posições deles diante ao sistema. Aqui temos opinióes diversas de econômistas, colaborações boas e ruins de especialistas vindas do exterior, econômistas diversos. Mas é de se lembrar que nos ultimos anos houve enormes mudanças no mundo, países apresentaram desempenhos impares em termos econônmicos......outros aque se esperavam até muito apenas conseguiram se equilibrar. O Brasil, usando o termo equilibrio, tem uma travessia importante para fazer, em um cenário internacional com crise em diversos paises, até com dificuldades para colocação, exportação, dos produtos brasileiros, em bom números com pouco valor agregado. Se a questão de trêz ou quatro mêses acreditava-se ser fundamental terem reduzido mais fortemente a taxa referencial de juros. Para os proximos mêses isto chega a ser até imperativo, seria oportuno fazer tal ajuste, aproveitando periodo de menor atividade da econômia como um todo, e por periodo em que marca a volta da cobrança de ipi a niveis "usuais". È sabido que o empresariado, e "consumidor" pagam juros exorbitantes....e isto impede uma dinâmica melhor ao país, coisa reclamada a decadas..... assim como as pequenas e dificieis condições para credito em todos os niveis. Redução da burocracia ajudaria significativamente, melhorias na infraextrutura é coisa reclamada a exaustão..... Importante se revisar as taxações e impostos.....e ampliar os controles de gastos e ou desp... sem opinião
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jucelino kopeski (209) 02/12/2009 10h34
jucelino kopeski (209) 02/12/2009 10h34
Saúde: America X Brasil, é um idiota quem compara isto, safado quem diz que é melhor aqui.Cuba tem otimo sistema de saúde ,é por este motivo que os Americanos vão de boia para Cuba. sem opinião
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M Mig (2136) 02/12/2009 08h05
M Mig (2136) 02/12/2009 08h05
Obama não havia ganho Prêmio Nobel da Paz ???? E manda soldados ao Afeganistão? sem opinião
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O Pacificador (232) 01/12/2009 19h59
O Pacificador (232) 01/12/2009 19h59
Obama quer dar fim à guerra no Afeganistão em 3 anos?
Esse cidadão, que fez a grande bobagem de chamar o apedeuta de O CARA, e ele acreditou, é bom nisso, promessas.
Mas é péssimo em torná-las realidade...
Por tudo que já aconteceu, é muito pouco provável, que os americanos saiam do Afeganistão em 3 anos...
sem opinião
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