Avião do primeiro-ministro tailandês é desviado para fugir de protestos
da Efe, em Bancoc
O avião no qual viaja o primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, aterrissou nesta quarta-feira no aeroporto de Don Muang, em Bancoc, e depois decolou novamente, aparentemente com destino à cidade de Chiang Mai, no norte do país, informou a rádio tailandesa.
A mudança na rota do avião visa escapar dos milhares de manifestantes reunidos nos dois principais aeroportos da cidade, Don Muang e Suvarnabhumi, para protestar contra o primeiro-ministro.
Segundo a fonte ouvida pela rádio, Wongsawat fará uma reunião de urgência com alguns de seus ministros em Chiang Mai sobre a crise política no país e a mais recente ação dos opositores, que forçaram o fechamento do aeroporto de Suvarnabhumi.
O primeiro-ministro tailandês voltava da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que aconteceu no fim de semana passado, em Lima, Peru.
O chefe do Exército, general Anupong Paochinda, pediu em entrevista coletiva nesta quarta-feira para que Wongsawat dissolva o Parlamento e convoque eleições.
Paochinda, que na terça-feira reiterou que o Exército não dará um golpe de Estado, fez a chamada em declarações à imprensa, em Bancoc, enquanto os simpatizantes da Aliança do Povo para a Democracia, que pedem a renúncia do governo desde maio, mantinham o controle sobre o aeroporto internacional da capital tailandesa.
"Isto não é um levante. O governo continua tendo total autoridade. Estes pontos são a via para resolver o problema que colocou o país em uma profunda crise", disse Paochinda, após uma reunião de duas horas com altos funcionários, empresários e acadêmicos.
O chefe militar disse que o governo deve dar o primeiro passo com a dissolução do Legislativo e, da outra parte, a Aliança do Povo para a Democracia --organizadora dos protestos-- tem que parar suas mobilizações completamente.
Os simpatizantes da Aliança, que acampam na sede do governo da Tailândia desde 26 de agosto, anunciaram que manterão o controle do aeroporto até que o Executivo renuncie. A crise na Tailândia é fruto das eleições gerais de 23 de dezembro de 2007, vencidas pelos mesmos políticos expulsos do poder pelo levante militar do ano anterior.
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